Renata Cholbi criou um projeto de suporte a mulheres portadoras de HIV

Ela é criadora da ONG Mais Brasil, que dá assistência a pacientes do Hospital dos Servidores do Estado

Atriz de formação, Renata Cholbi vinha se dedicando a um respeitado trabalho como pesquisadora musical até que, em 2005, engravidou e decidiu dar uma pausa na rotina profissional. Um tanto por acaso, a chegada do bebê terminou por conduzi-la a uma causa social na qual se engajaria intensamente. Quando o filho completou 6 meses, ela resolveu doar parte do enxoval que ganhara na gestação e, na busca por instituições que poderiam r­­ecebê-lo, conheceu o Hospital dos Servidores do Estado, que atende mulheres portadoras de HIV. “De todos os hospitais que pesquisei, era o único que não contava com a ajuda de nenhum projeto de voluntariado”, explica. Além disso, a maternidade recente deixou-a especialmente sensível à situação das pacientes, que não podiam amamentar os filhos devido à doença. Renata resolveu, então, organizar uma campanha de doação de leite nas redes sociais e, ao se envolver com a causa, decidiu ir além. Surgiu assim a ONG Mais Brasil — o “mais” é um acrônimo de Movimento de Apoio à Inclusão Social.

” Quero mudar a vida dessas mulheres, mostrando a importância do tratamento e resgatando a autoestima”

Desde então, Renata se dedica integralmente ao trabalho social que dá suporte a portadoras de HIV e suas famílias. Atualmente, a ONG contempla 35 mães com cestas básicas e atendimento de profissionais de saúde, como dentistas e psicólogos, também voluntários. Para receberem os benefícios, elas precisam cumprir dois requisitos: estar em dia com o tratamento no hospital e ter os filhos na escola. “A ideia do projeto não é assistencialista. Quero mudar a vida dessas mulheres, mostrando a importância do tratamento e resgatando a autoestima delas”, explica Renata. Com esse propósito, a ONG criou, há cerca de seis meses, a cooperativa Fuxico da Pretinha. Com o apoio da figurinista Roberta Aguiar, que dá aulas gratuitas, as mulheres aprendem a costurar e produzem itens artesanais. “Meu sonho é que essa iniciativa cresça cada vez mais, pois é uma forma de melhorar a qualidade de vida dessas mulheres, oferecendo profissionalização e renda.”

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