O espanhol que sobrou

Fã de futebol, o tenor Plácido Domingo canta no Rio a dois dias da final da Copa

Foi bonita a festa. Além de uma medalha de ouro cravejada de diamantes, o convidado principal ganhou uma camisa da seleção nacional com o seu nome gravado nas costas, acima do número 10, assinada pelos craques a caminho do Brasil. Homenageado por décadas de dedicação ao futebol de seu país, o tenor Plácido Domingo estrelou a cerimônia organizada em Madri, no último dia 7 de abril, pela Real Federação Espanhola de Futebol. No discurso de agradecimento, não fez por menos. “A Espanha hoje em dia é respeitada, temida, admirada, invejada. Somos a seleção número 1, temos condições de ser campeões”, afirmou. Depois foi o que se viu: o grande vencedor de 2010, na África do Sul, apanhou da Holanda (5 a 1), do Chile (2 a 0) e voltou para casa ainda na primeira fase da Copa do Mundo de 2014. O cantor não contava com o desastre e já havia movido mundos e fundos para ir à Copa mais uma vez ? na sexta (11), dois dias antes da final, para a qual já garantiu o ingresso, ele solta a voz no HSBC Arena à frente de outras grandes atrações do mundo clássico (veja mais na coluna Concertos).

Domingo, 73 anos, acompanhou ao vivo todas as decisões da Copa desde 1970 ? só perdeu a de 1978, na Argentina. Em 1982, Claudia Leitte tinha apenas um “t” e 2 anos quando o tenor interpretou a canção oficial do torneio, realizado na Espanha. Com a famosa formação Os Três Tenores, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti apresentaram-se nos países-sede em 1990 (Itália), 1994 (Estados Unidos), 1998 (França) e 2002 (Japão). Sozinho, Domingo voltou a soltar a voz em 2006 (Alemanha). Depois de participar do evento na África do Sul como torcedor ilustre e festejar a conquista com seus conterrâneos atletas no vestiário, o astro retorna ao Rio, pela primeira vez em dezenove anos. Sobre a longa ausência, ele despista. “Meu itinerário é determinado pelo trabalho e infelizmente não houve uma conexão com o Brasil. Sonho voltar ao Rio e poder cantar uma ópera inteira”, disse a VEJA RIO. Salvos pela Copa, seus fãs na cidade assistirão a um concerto protagonizado por um astro mais do que à vontade. “Tem aí uma geração nova e arrebatadora junto da qual eu não me atreveria a cantar. Um exemplo? Justin Bieber. Já com Beyoncé ou Christina Aguilera não seria nada mau”, conta. Como se vê, não tem mais bobo no futebol, nem no universo da música clássica.

Comentários
Deixe uma resposta

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s