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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

No longa-metragem Se Fazendo de Morto, o ótimo intérprete belga François Damiens, também em cartaz em A Família Bélier, encarna Jean Renault. Aos 40 anos, Renault (cuja pronúncia do sobrenome se confunde com a do astro Jean Reno) foi premiado com o César (o Oscar francês) de melhor revelação, vinte anos atrás. Agora, faz pontas em seriados de TV e, cheio de manias e exigências, virou um sujeito intragável. Conclusão: ele não consegue mais trabalho na sua profissão. Divorciado e sem grana, aceita um emprego de três dias numa pequena cidade dos alpes franceses. O ator, porém, não vai atuar — ele será o “morto” nas cenas de reconstituição de triplo assassinato. Como já fez muitas séries policiais, mete o bedelho onde não é chamado e, assim, consegue só irritar uma metódica juíza (Géraldine Nakache). Em gênero rareando nas telas, a comédia de suspense encontra aqui um bom exemplo. Além de piadas divertidas (muitas delas relacionadas a cinema), o mistério marca presença de forma instigante. O protagonista, sem a beleza dos galãs, acerta no timing cômico bancando o tipo conquistador na cara dura. Estreou em 15/1/2015.

Ficha técnica

Direção: Jean-Paul Salomé

Duração: 104 minutos

Recomendação: 14 anos

País/Ano:

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