O Destino de Júpiter

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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Alçados à condição de revolucionários por causa do formidável Matrix (1999), os diretores Andy e Larry Wachowski foram metendo os pés pelas mãos em seus trabalhos posteriores, incluindo as duas sequências da seminal ficção científica. Larry trocou de sexo, virou Lana e, assim, vieram os longas-metragens de pouca expressão Speed Racer (2008) e A Viagem (2012). Pior ainda é o resultado de O Destino de Júpiter, mais uma incursão pela fantasia dos, agora, The Wachowskis. Além de apresentar figurinos, maquiagem e direção de arte horrendos, o filme investe em efeitos visuais genéricos para entreter a plateia diante de uma trama banal. No início da história, Júpiter (Mila Kunis) nasce dentro de um contêiner no Oceano Atlântico quando sua mãe migra da Rússia para os Estados Unidos após o assassinato de seu pai. Adulta, a moça trabalha como faxineira em Chicago e leva uma vida humilde até ser perseguida por... alienígenas (!). Escapa da morte com a ajuda do caçador espacial Caine (o galã Channing Tatum) e descobre algo surpreendente: ela descende da rainha de um planeta comandado pelos herdeiros Abrasax. Os irmãos Titus (Douglas Booth) e Balem (Eddie Redmayne, de A Teoria de Tudo) têm interesse em Júpiter, cada um querendo, à sua maneira, tirar proveito da terráquea. Os realizadores pretendem injetar “complexidade” no enredo adotando um tom solene na interpretação dos extraterrestres (Redmayne ganha em canastrice), um arremedo shakespeariano no roteiro e um clima operístico nos minutos finais. Sobra barulho e falta estofo. Estreou em 5/2/2015.

Ficha técnica

Direção: The Wachowskis

Duração: 127 minutos

Recomendação: 12 anos

País/Ano:

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