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Resenha por Rafael Teixeira

Dramaturgo celebrado, Alcione Araújo (1945-2012) escreveu ainda um punhado de romances. É com uma dessas histórias em prosa que a prestigiada Cia OmondÉ realiza esta montagem. De saída, merece aplausos o trabalho de adaptação de Inez Viana, também diretora, que condensou as quase 800 páginas do livro em uma peça de pouco mais de uma hora, sem trair-lhe o significado. Na trama, um rapaz chega do interior de Minas Gerais para se formar médico no Rio. Entre o deslumbre e a inércia, se deixa levar pelos acontecimentos até que, para sua surpresa e, depois, pavor, se torna legista do DOI-Codi, órgão de repressão temido nos anos de chumbo no Brasil. A direção é ousada, mas não hermética. Vestindo figurinos neutros e usando alguns poucos objetos de cena, os seis atores (Leonardo Bricio, Iano Salomão, Jefferson Schroeder, Junior Dantas, Luis Antonio Fortes e Zé Wendell) vivem todos, em algum momento, o protagonista. Com enorme consciência do jogo cênico proposto, eles investem em tom narrativo que mantém a ideia de relato confessional presente no livro, sem deixar de lado uma intensa teatralidade.

Ficha técnica

Duração: 80 minutos

Recomendação: 16 anos

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