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Resenha por Rafael Teixeira

Endividado com traficantes e ameaçado de morte, o jovem Chris Smith (Gabriel Pinheiro) corre para o trailer vagabundo onde vive sua família, toda de fracassados como ele: o pai bronco, Ansel (Fernão Lacerda), a madrasta periguete, Sharla (Aline Abovsky), e a irmã mais nova meio idiotizada, Dottie (Ana Hartmann). Para resolver seu problema, o rapaz sugere contratar um matador de aluguel, Joe Cooper (Carcarah), conhecido como Killer Joe, para dar cabo da própria mãe e, assim, receber o dinheiro do seguro. Os desdobramentos desse macabro plano, que enredará toda a parentela, não serão exatamente os previstos, como se verá neste drama do autor americano Tracy Letts. Conhecido pelo universo algo marginal de sua dramaturgia e de suas encenações, o diretor Mário Bortolotto mostra-se bem à vontade na condução desta trama repleta de violência e de figuras meio outsiders. Ressalte-se: há cenas de uma brutalidade atroz, abraçada com gosto pela direção e executada de maneira absolutamente realista, como raras vezes se vê no teatro. O cenário de Mariko e Seiji Ogawa e os figurinos de Letícia Madeira colaboram decisivamente para o clima de podridão geral, encampado nas interpretações do coeso elenco — com destaque para Carcarah, irradiando todo o cinismo do assassino, e Ana, precisa entre a fragilidade e a sedução.

Ficha técnica

Duração: 90 minutos

Recomendação: 16 anos

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