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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Vencedor do Oscar 2015 de filme estrangeiro, o drama polonês tem bela fotografia em preto e branco, formato de tela quase quadrado (recurso usado em O Grande Hotel Budapeste) e enquadramentos formidáveis. Na Polônia comunista de 1962, Anna (Agata Trzebuchowska), uma noviça órfã prestes a fazer seus votos, é retirada do convento para ir ao encontro da tia. Wanda (Agata Kulesza), sem meias palavras, revela que Anna, na verdade, é Ida Lebenstein, filha de judeus mortos durante a II Guerra. A situação delicada ganha tratamento de distância emocinal, afinal se trata de uma fita cercada pelo rigor e pela contenção sentimental do cinema polonês. Wanda, porém, decide pegar a sobrinha e tentar localizar as últimas pessoas que tiveram contato com seus pais. Direção: Pawel Pawlikowski (Ida, Polônia/Dinamarca/França/Inglaterra, 2013, 82min). 14 anos. Estreou em 25/12/2014.

Ficha técnica

Direção: Pawel Pawlikowski

Duração: 82 minutos

País/Ano:

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