Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos

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Resenha por Rafael Teixeira

De 1967 a 1974, uma área da região amazônica foi palco de um violento conflito que colocou em lados opostos as Forças Armadas brasileiras e guerrilheiros de esquerda. Conhecido como Guerrilha do Araguaia, em referência ao rio homônimo que corta a região, o episódio resultou na morte de grande parte dos oitenta revolucionários, entre eles doze mulheres cujas histórias inspiram o corajoso Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos. Idealizada pela atriz Gabriela Carneiro da Cunha (também no elenco, ao lado de Carolina Virguez, Daniela Carmona, Sara Antunes, Fernanda Haucke e Mafalda Pequenino), a montagem ganhou dramaturgia ousada de Grace Passô. Não há uma história convencional: as atrizes se desdobram em múltiplas figuras, evocando acontecimentos e engendrando reflexões em uma espécie de poema cênico. Ainda que em consonância com o arrojo da dramaturgia, a direção de Georgette Fadel parece tensionar a montagem um pouco além da conta, desgastando o impacto em cenas longas e reiterativas. Escorado visualmente no cenário de Aurora dos Campos (no qual enormes folhas de plástico desempenham forte papel simbólico), na bela luz de Tomás Ribas e nas poéticas projeções de imagens captadas por Eryk Rocha no sul do Pará, o elenco se entrega amplamente à proposta. Estreou em 3/9/2015.

Ficha técnica

Duração: 70 minutos

Recomendação: 14 anos

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