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Resenha por Rafael Teixeira

Em estágio terminal de câncer, Ben (Rogério Fróes) padece sobre uma cama de hospital, enquanto sua mulher, Rita (Suzana Faini), ali a seu lado, folheia uma revista de decoração, planejando a mudança no visual da sala de estar do casal tão logo o marido morra. Trata-se de um dos muitos sintomas da incomunicabilidade que afeta as relações entre os personagens de Família Lyons, desconcertante tragicomédia de Nicky Silver. Como em boa parte de sua obra, aqui o autor americano volta a jogar luz sobre núcleos familiares disfuncionais. Além da esposa alheia, o patriarca grosseirão deverá lidar com a visita dos filhos complicados: Lisa (Zulma Mercadante), alcoólatra, recém-separada, e Curtis (Emilio Orciollo Netto), escritor de talento duvidoso e, para desgosto de Ben, homossexual. À parte a difícil convivência com os pais, os dois também têm seus problemas particulares, que não convém revelar de antemão. Ciente da qualidade do texto, o diretor Marcos Caruso não inventa moda, postura notável até na austeridade funcional do cenário de Alexandre Murucci, iluminado de acordo por Felipe Lourenço. Ao contrário, prefere apostar no bom ritmo da montagem e na envolvente dinâmica do elenco, completado por Pedro Osório e Rose Lima, que desempenham com competência papéis menores. No entrosado quarteto principal, é impossível não destacar a interpretação superlativa de Suzana, precisa em cada intervenção.

Ficha técnica

Duração: 90 minutos

Recomendação: 14 anos

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