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Resenha por Rafael Teixeira

Nascida no fim do século XVIII, em uma família de conexões políticas, Eugênia José de Menezes foi, ainda jovem, introduzida à vida na corte portuguesa. Ali, a beleza da moça logo chamaria a atenção do príncipe regente, dom João VI, de quem se tornaria amante. Uma gravidez, porém, selou sua má sorte: para abafar o escândalo real, a jovem foi banida e enviada para um convento. As mirradas informações disponíveis sobre essa figura histórica servem de base para Eugênia. Gisela de Castro, estrela do monólogo cômico, encarna a personagem-título que surge do além para expor sua versão dos fatos. No texto de Miriam Halfim, episódios reais são costurados a licenças narrativas e, mais importante, ácidos comentários sobre os meandros da política e a condição da mulher. O cenário de José Dias, resumido a uma grande caixa de onde são retirados os adereços criados por Samuel Abrantes (também responsável pelo colorido figurino), e a luz de Aurélio de Simoni emprestam clima fantasioso e ironicamente circense à encenação. Sob direção vertiginosa de Sidnei Cruz, Gisela fisga a plateia com amplo domínio de ritmo, ótimo uso da voz e notável trabalho corporal.

Ficha técnica

Direção: Sidnei Cruz

Duração: 55 minutos

Recomendação: 14 anos

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