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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, entre outros, Blind é o primeiro longa-metragem do diretor norueguês Eskil Vogt. Trata-se de uma estreia relevante. Sem usar o lugar-comum e tratando duramente o cotidiano de uma deficiente visual, Vogt, também roteirista, capricha numa história recheada de estranhezas, meandros psicológicos e imaginação. Ingrid (Ellen Dorrit Petersen) ficou cega em decorrência de uma doença genética e está se acostumando a viver sem enxergar nada. Ela raramente sai do apartamento e, ex-professora, tenta escrever um livro. É aí que a história dá suas curiosas viradas. O marido de Ingrid, o arquiteto Morten (Henrik Rafaelsen), reencontra Einar (Marius Kolbenstvedt), um amigo de faculdade, no cinema. Ambos atravessam delicados momentos na vida afetiva. Viciado em pornografia na internet, Einar está de olho numa vizinha, a quem espia diariamente. Ela é Elin (Vera Vitali), uma mãe solteira que acabou de trocar a Suécia por Oslo e... está com lapsos de visão. Decifra-me ou te devoro, eis a proposta do realizador. Cabe à plateia acenar com um sim ou um não ao quebra-cabeça. Estreou em 5/3/2015.

Ficha técnica

Direção: Eskil Vogt

Duração: 96 minutos

Recomendação: 18 anos

País/Ano:

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