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Resenha por Rafael Teixeira

Versão para os palcos do livro homônimo de Lygia Fagundes Telles publicado em 1973 (e ganhador do Prêmio Jabuti no ano seguinte), As Meninas preserva a essência do romance: além do emblemático pano de fundo representado pelo período da ditadura militar brasileira, revela uma tocante história de amizade capaz de se sobrepor a quaisquer diferenças. No centro da trama estão três jovens: a idealista Lia (Silvia Lourenço), militante de movimentos de esquerda, a sonhadora Lorena (Clarissa Rockenbach) e a intensa Ana Clara (Luciana Brites), modelo de passado atribulado que se entrega tragicamente a um desbragado estilo de vida. Moradoras de um pensionato de freiras, elas partilham um afeto mútuo indissolúvel, apesar das personalidades distintas — refletidas nos figurinos de André Cortez, em parte padronizados, mas com detalhes afeitos ao estilo de cada personagem. A adaptação de Maria Adelaide Amaral é engenhosa ao alternar diversos focos narrativos. Na direção, Yara de Novaes evidencia a teatralidade em soluções como a presença de atores à vista do público mesmo quando seus personagens não estão em cena. Também atriz talentosa, ela extrai coesão de suas protagonistas. O elenco coadjuvante revela brilho especial nas atuações de Clarisse Abujamra, a mãe de Lorena, e Sandra Pêra, como uma das freiras do pensionato.

Ficha técnica

Duração: 80 minutos

Recomendação: 14 anos

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