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Resenha por Rafael Teixeira

Assim como O Homossexual ou A Dificuldade de Se Expressar, este desconcertante monólogo cômico é uma das peças do dramaturgo, performer e cartunista franco-argentino Raul Damonte Botana, o Copi (1939-1987), montadas no projeto carioca em seu tributo. Aqui, Marcio Vito encarna um ex-modelo de gênero indefinido — como é de esperar de Copi, artista afeito à diluição de limites entre masculino e feminino. Ao fazer 50 anos, ele (ou ela?) recebe uma geladeira de presente da mãe. Desenrola-se, então, uma série de acontecimentos surreais, nos quais Vito se desdobra em vários personagens, como a tal mãe, uma psicóloga e uma governanta. À parte as reflexões sobre solidão, evocadas na trama delirante, a estrutura provocante da dramaturgia é, em si, um convite a ponderações a respeito da subversão da realidade. A direção de Thomas Quillardet impõe excelente ritmo, beneficiado pelo virtuosismo de Vito.

Ficha técnica

Duração: 50 minutos

Recomendação: 16 anos

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