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Resenha por Rafael Teixeira

Protagonista de A Atriz, a diva das artes dramáticas Lydia Martin guarda semelhanças algo metalinguísticas com sua intérprete, Betty Faria, ela também tarimbada na profissão. Questões ligadas ao crepúsculo de artistas em idade avançada são esboçadas neste texto do inglês Peter Quilter. Aqui, o dramaturgo apresenta um quadro relativamente conhecido: na noite em que subirá ao palco pela última vez, a tal atriz, dona de talento indiscutível e modos de prima-dona, avalia passado, presente e futuro. A sucessão de lugares-comuns do texto não seria um problema se não estivesse tão presa ao mero desenho de um ambiente e de determinados tipos — ou se fosse mais direcionada à deflagração de conflitos que de fato movimentassem o enredo. Talvez ciente disso, a direção de Bibi Ferreira (posteriormente auxiliada por Susana Garcia) investe em um tom de comédia ligeira que poderia alçar voo mais alto, mas deve agradar a quem busca apenas divertimento bem produzido — são caprichados o cenário de José Dias e os figurinos de Sônia Soares. No elenco, Betty, além de Giuseppe Oristanio e Bemvindo Sequeira, respectivamente como ex e futuro marido da protagonista, aproveitam melhor as poucas oportunidades dadas por seus personagens.

Ficha técnica

Duração: 80 minutos

Recomendação: 14 anos

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