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Três perguntas para Pepeu Gomes

Fundador dos Novos Baianos, o exímio guitarrista apresenta, na íntegra, Acabou Chorare, o mais emblemático disco do grupo

Por Rachel Sterman
4 dez 2013, 19h30 • Atualizado em 5 dez 2016, 13h59
Marcelo Carnaval/Ag. O Globo
Marcelo Carnaval/Ag. O Globo (Redação Veja rio/)
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  • O que esperar desse seu reencontro com o repertório de Acabou Chorare?

    Serão os arranjos originais, só que tocados no terceiro milênio, ou seja, com uma pegada mais rock?n?roll. Esse foi meu direcionamento a partir da saída do Moraes Moreira (em 1975) da banda. Até então, não tínhamos espaço para esse tipo de leitura nos trabalhos dos Novos Baianos.

    Você passeia com desenvoltura por rock, ritmos regionais, MPB e música instrumental. Em qual nicho se sente mais confortável?

    Quando minha carreira começou, 38 anos atrás, minhas influências vinham dos trios elétricos baianos. Isso foi até ganhar meu primeiro disco do Jimi Hendrix, do Gilberto Gil, aos 17 anos. Bati Jacob do Bandolim, João Gilberto, Armandinho e Hendrix num liquidificador e resolvi beber. Deu Pepê, essa brasilidade do chorinho com guitarra.

    Qual é o truque para se manter renovado?

    Sou de Aquário, uma pessoa com a cabeça muito à frente. Na década de 80 já pintava o cabelo de sete cores. Ainda estudo quatro horas por dia, busco informação o tempo todo, procuro me manter atualizado. Quando veio a ideia de fazer o Acabou Chorare, logo pensei: dá para colocar um DJ? Acho que isso

    é acompanhar os tempos.

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