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Maquiadora oferece serviços grátis para noivas sem recursos

Alana Villela aprendeu a maquiar após ser violentada e ser agredida por um conhecido

Por Heloiza Gomes 16 jun 2017, 00h02

Aos 19 anos, Alana Villela foi assediada, ao sair da faculdade, na Barra da Tijuca, por um conhecido. Ao deixar claro que não estava interessada nele, acabou sendo violentamente atacada. Perdeu dentes, teve o nariz quebrado, o maxilar deslocado, e ficou com o rosto completamente desfigurado. Traumatizada e, na época, sem dinheiro para custear cirurgias reconstrutoras para amenizar as cicatrizes de seu rosto, ela investiu seu tempo e recursos em aprender a fazer maquiagem capaz de esconder as marcas deixadas pela agressão. Descobriu, na atividade, uma verdadeira vocação e a possibilidade de ajudar outras mulheres que também apresentavam lesões e outros problemas na face. “Eu sei o que é perder os sonhos e a autoestima. Mas também tenho consciência de que, em qualquer cenário, pode haver mudança”, afirma Alana, hoje com 32 anos.

Desde a brutalidade que sofreu, a jovem se submeteu a quatro cirurgias plásticas, e o que era passatempo virou profissão. Alana tornou-se maquiadora e, há cinco anos, criou o projeto social Princesas para o Bem. Por meio dele, maquia noivas sem recursos financeiros, dá cursos de maquiagem e palestras sobre autoestima. Tudo gratuitamente. “Para mim, é uma missão ser a ponte para melhorar a vida das pessoas”, diz ela, que, sozinha, vai a hospitais, igrejas, associações de moradores e grupos de ajuda, como o Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada).

Sem local fixo de trabalho nem apoio financeiro, Alana recebe indicações de amigos e usa as redes sociais para oferecer auxílio. “Busco passar para todo mundo que teve seus sonhos frustrados a mensagem de que há uma luz no fim do túnel. Sempre há um novo tempo, uma nova história, um recomeço”, afirma a maquiadora, que sonha em ter um espaço para dar oportunidades a quem precisa. Ela até já escolheu o nome dele: Casa da Beleza. “Seria um lugar voltado para a beleza que vem de dentro para fora, para a valorização da autoestima de quem a perdeu ou nunca a teve”, explica.

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