Clique e Assine a partir de R$ 6,90/mês

Música e solidariedade: Marcelinho Moreira vai distribuir quentinhas durante live

Espectadores vão poder fazer doações, que serão destinadas a fundo emergencial para afroempreendedores e artistas sem trabalho na pandemia

Por Marcela Capobianco Atualizado em 26 ago 2020, 12h50 - Publicado em 26 ago 2020, 12h49

Artista envolvido em movimentos sociais, Marcelinho Moreira vai unir música e solidariedade no próximo sábado (29). A partir das 16h, ele comanda a live Canto do Batuqueiro, com participação dos amigos Pretinho da Serrinha, Nego Álvaro e Vinicius Feyjão, diretamente do Clube Renascença, no Andaraí. O público assiste em casa, pela internet, através do canal do YouTube do cantor e também pelo canal do bamba Arlindo Cruz na mesma rede social.

+ Nova geração de ceramistas redescobre arte milenar

No mesmo horário, cerca de 450 quentinhas serão produzidas e entregues a moradores de rua por voluntários das organizações Panela do Bem e Ajude a Ajudar, no Centro da cidade.

Marcelinho deu prioridade a mão-de-obra negra nos dois projetos, começando pelos fornecedores dos alimentos, passando pela equipe técnica e terminando nos artistas que vão acompanhá-lo no show on-line.

+ Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

Os espectadores vão poder fazer doações durante a transmissão. O valor arrecadado será destinado ao Movimento Impactando Vidas Pretas, fundo emergencial de geração de renda para afroempreendedores, idealizado pelo Movimento Black Money. Uma outra parte vai para profissionais da música que estão impossibilitados de trabalhar por causa da pandemia.

+ Arte urbana ganha espaço em dois projetos no Rio

“Essa roda me traduz muito, porque eu sou o batuqueiro que canta e este projeto nasceu com ações sociais. Quem começou a frequentar lá no Renascença sabe que a gente sempre pediu doações para uma creche no Morro dos Macacos. Neste momento, mais do que fazer essa live, temos que ter um propósito, fomentando a cadeia produtiva negra.” explica Marcelinho.

+ Maria Ribeiro: “Feliz ano velho, Brasil”

No repertório, músicas inéditas como Vidas Negras Importam (composição: Márcio Alexandre, Arlindinho e Marcelinho Moreira) e Passaporte, escrita por Moreira no início da quarentena, perto do Dia das Mães, em homenagem à mãe dele, que faleceu em novembro do ano passado. O setlist também traz sambas como Rumo ao Infinito (Arlindo Cruz, Fred Camacho e Marcelinho Moreira), Nunca Mais Vou Jurar (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Marcelinho Moreira) e Cabô (Luís Carlos da Vila, Moacyr Luz e Aldir Blanc).

Continua após a publicidade
Publicidade