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“História pra ninar gente grande” será o enredo da Mangueira em 2019

Desfile homenageará personagens importantes apagados da história do Brasil

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 22 jun 2018, 18h12 - Publicado em 22 jun 2018, 16h56
Igor Matos/Divulgação

A Estação Primeira de Mangueira anunciou na tarde desta sexta (22) seu enredo para o carnaval de 2019. Batizado de “História pra ninar gente grande”, o tema fará do desfile uma grande homenagem a personagens importantes que foram apagados da história do Brasil.

Cunhambebe, Maria Felipa e Chico da Matilde roubarão o lugar tradicionalmente ocupado por Pedro Álvares Cabral, Dom Pedro I e Princesa Isabel no cortejo verde-rosa. O primeiro liderou os tamoios na resistência à ocupação portuguesa onde hoje está a cidade do Rio. A segunda é uma negra que defendeu com armas a independência da Bahia. Já o terceiro é um jangadeiro que, quatro anos antes da Lei Áurea, organizou a mobilização que acabou com a escravidão no Ceará.
“O Brasil tem essa história negada, contribuindo para gerar o atual quadro de crise de ideias e de identidade”, comentou Leandro Vieira, carnavalesco por trás da ideia.

Em sintonia com os desfiles críticos campeões em 2018, a Mangueira pretende mostrar que desconhecer o passado pode comprometer o futuro, como no caso dos atuais defensores da volta da ditadura militar. “A atual sociedade racista, machista e que não valoriza a cultura brasileira é resultado de um plano que deu certo. O Brasil precisa dar errado, começar a contrariar esse plano”, disse Leandro em entrevista ao Globo.

Das 14 escolas que irão desfilar no Grupo Especial em 2019, apenas quatro não informaram seus enredos para o carnaval do ano que vem: Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha e Unidos da Tijuca.

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