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Crítica: Ary Fontoura e Ana Lucia Torre em emocionante peça

"Num Lago Dourado" leva a plateia do riso ao choro no intervalo de poucas cenas

Por Renata Magalhães
17 nov 2017, 10h00 • Atualizado em 17 nov 2017, 10h00
 (João Caldas Filho/Divulgação)
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  • Com apenas 30 anos, o americano Ernest Thompson escreveu uma comovente história sobre um casal na terceira idade. Sua pouca experiência, no entanto, não se refletiu no resultado: Num Lago Dourado transformou-se em aclamado filme pelas mãos de Mark Rydell, em 1981, e ganhou inúmeras adaptações teatrais. Nesta temporada, cabem a Ary Fontoura e Ana Lucia Torre (foto) os papéis de protagonistas, exercidos com mestria. Sob a direção delicada de Elias Andreato, a dupla leva a plateia do riso ao choro no intervalo de poucas cenas ao tratar de temas doloridos, como os relacionamentos familiares e a proximidade do fim da vida. Destaque para o cenário, realista e de bom gosto, de Marco Lima (110min). 10 anos. Teatro dos Quatro. Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea), Gávea. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 80,00. Até 17 de dezembro.

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