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Clarice Niskier: “Quero estar no palco até o último dia da minha vida”

Prestes a completar quarenta anos de carreira, a atriz estrela Coração de Campanha no CCBB, ao lado de Isio Ghelman

Por Marcela Capobianco Atualizado em 18 jun 2021, 17h57 - Publicado em 18 jun 2021, 06h00

A peça mostra um casal em vias de se divorciar, mas que decide continuar na mesma casa quando a pandemia se instala. É autobiográfica? Meio a meio. Eu passei por um processo de separação após 25 anos de casamento e segui sob o mesmo teto do meu ex-marido na quarentena. A gente conversava muito e eu ia escrevendo nossos diálogos. É um testemunho sobre esses tempos doidos.

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Quais lições do convívio forçado aparecem na peça? A gente percebe como um homem e uma mulher podem experimentar uma nova dimensão da relação. O texto mergulha nas dores do dia a dia, em meio a tantas notícias ruins. Nasce daí uma dimensão de consciência, uma necessidade de cooperação que transcende o amor.

Os teatros estão operando abaixo da capacidade. É frustrante não ver a plateia lotada? De maneira alguma. No fim do ano, apresentei A Alma Imoral para apenas 10% do público e chorei em todas as sessões. Estar no palco é minha profissão, e espero estar lá até o último dia da minha vida.

Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Qui. a sáb., 18h. Dom., 17h. R$ 30,00. Ingressos pelo site eventim.com.br. Até 8 de agosto. Detalhes no site do Banco do Brasil.

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