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Vale a viagem: como visitar fazendas de café e cachaça no interior do Rio

Neste mês de agosto, a Rota do Grão e Uma Provinha de Destilado promove propriedades ligadas à cultura das bebidas. Ingressos já estão à venda

Por Carolina Barbosa 5 ago 2021, 13h24

De sábado (7) a 15 de agosto, nos dois fins de semana, a Rota do Grão e Uma Provinha de Destilado, iniciativa do grupo Vale do café Rio, realiza visitas as fazendas e locais que promovem a cultura das bebidas. Com ingressos à venda on-line (os valores transitam entre R$ 100,00 e R$ 150,00), as experiências perpassam diversas fazendas e propriedades históricas com ênfase na produção sustentável.

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Para reviver e recontar essa história, três fazendas seculares abrem suas portas para uma visita com total foco no café: sua história, sua importância para a economia brasileira e novas formas de produção. Na Fazenda São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras, o visitante terá a oportunidade de compreender como o café chegou ao Brasil impactou a vida naquela área. Lá, está o Museu do Café, o primeiro do estado fluminense, com exposição de peças de maquinário antigo, apresentação do grão em diferentes etapas e vista para o cafezal varietal. O programa visitação à casa sede, restaurada e decorada para recompor o cenário da época. Sobressaem-se os objetos e móveis raros, remetendo a atmosfera do baronato no século 19.

Café Durini, produzido na Fazenda Alliança Agroecológica: visita do pé à xícara
Café Durini, produzido na Fazenda Alliança Agroecológica: visita do pé à xícara Divulgação/Divulgação

Já na Fazenda Alliança Agroecológica, em Barra do Piraí, pode-se observar a antiga estrutura de separação, secagem e armazenamento utilizado pelo antigo proprietário, o Barão do Rio Bonito. Atualmente, a propriedade também se destaca pela produção de café, com manejo totalmente sustentável. É única produtora de café orgânico certificado da região. Uma vez lá, o público percorre as etapas atuais, desde o pé até a torra e degusta versões apresentadas pelo barista e mestre em torra Bruno Couto. Tudo isso em meio a um cenário com bela arquitetura em estilo neoclássica, e com a pitoresca presença das búfalas, responsáveis pelo queijo, leite e doce de leite, todos orgânicos, que acompanham a degustação.

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Um projeto-piloto, porém pioneiro, é a proposta da Fazenda das Palmas, no município de Engenheiro Paulo de Frontin. Conduzido pelo “agrofloresteiro” Sergio Olaya, os turistas conhecerão o café da floresta, que é novo, mas já dá sinais da alta qualidade dos grãos futuros. No passeio à fazenda, o público verá obras de arte pelo gramado, onde há um campo de golfe de nove buracos, e muitas outras na casa sede, entre elas pinturas de Dominique Jardy, na sala de jantar ,e tapetes da artista Madame Colaço. Um dos destaques é a o teto e altar da antiga capela, com afrescos originais do século 19, recém-restaurados. A visita se completa no alambique, de onde sai a especialíssima cachaça Pindorama, orgânica, sendo totalmente produzida na própria fazenda.

A compra de ingressos também permite aquisição de produtos locais, que serão entregues na fazenda que for visitada pelo comprador. Entre eles, a premiadíssima Cachaça Werneck, produzida no município de Rio das Flores, além da própria Pindorama, produzida na Fazenda das Palmas e o café Durini, 100% orgânico e certificado, produzido na Fazenda Alliança.

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