Os melhores vinhos para harmonizar com o almoço de Páscoa

Sommeliers e especialistas apontam boas sugestões de espumantes, brancos, rosés, tintos e fortificados para apreciar pratos clássicos da ocasião

Por Elisa Torres 27 mar 2026, 19h37 • Atualizado em 28 mar 2026, 04h39
A sommelière Deise Novakoski
Deise Novakoski: sommelière mostra os caminhos da união perfeita entre o alimento e a bebida (./Divulgação)
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  • O casamento entre comida e bebida é um dos pilares da boa gastronomia. Mais do que acompanhar um prato, o vinho certo tem o poder de transformar a experiência à mesa, realçando sabores, equilibrando texturas e criando novas camadas de prazer a cada garfada. Com o objetivo de potencializar ao máximo as vivências gastronômicas da Páscoa, VEJA Rio selecionou, sob a curadoria da historiadora e pesquisadora Ana Roldão, uma lista de pratos clássicos da ocasião, e pediu à sommelière Deise Novakoski, ao lado de outros especialistas, que conduzisse a escolha dos rótulos para a harmonização. O resultado é uma lista diversa, com opções dos pratos principais às sobremesas.

    rótulos para acompanhar os pratos de páscoa
    Alguns dos rótulos sugeridos por especialistas para acompanhar os pratos de Páscoa (./Reprodução)

    Os protagonistas da Semana Santa são os pescados. “Na Sexta-Feira da Paixão, a tradição cristã orienta o consumo exclusivo de peixes e frutos do mar, com destaque para pratos de bacalhau, polvo, além de espécies como robalo, pargo, pescada amarela e congro, acompanhados ainda por camarão e cavaca”, afirma Ana, acrescentando que a mesa de Páscoa no Brasil reflete uma rica herança cultural moldada pela imigração, combinando tradições europeias com adaptações locais: “O cardápio se amplia no domingo, ocasião em que permanecem o bacalhau, o polvo e os peixes, mas entram em cena carnes como cordeiro e cabrito, clássicas da celebração.

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    A pesquisadora Ana Roldão
    A pesquisadora Ana Roldão diz que a mesa de Páscoa reflete o rico caldeirão cultural do país e os vinhos acompanham os menus (./Divulgação)

    Com uma experiência de mais de três décadas no segmento de alimentos e bebidas, Deise Novakoski é didática ao falar de cada proteína. Entre os peixes, diz a especialista, espécies como congro, pargo e pescada amarela harmonizam melhor com vinhos brancos leves e refrescantes ou rosés. Ainda assim, para quem não abre mão de um tinto, a recomendação é optar por rótulos mais leves, como os elaborados com a uva gamay, a exemplo dos Beaujolais.

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    O espaguete com cavaca do Satyricon,
    O espaguete com cavaca do Satyricon, outra estrela de Páscoa (Tomás Rangel/Divulgação)

    Para harmonizar com a cavaquinha, por exemplo, crustáceo presente no espaguete com camarões do tradicional Restaurante Satyricon, Deise sugere um branco da Região da Côte-Rôtie feito com uvas viognier ou o rótulo da Casa Valduga com a mesma cepa. “Temos excelentes brancos na América do Sul feitos com essa uva também”, diz.

    viognier Casa Valduga
    O rótulo da Casa Valduga é a opção para harmonizar com a cavaquinha (./Divulgação)

    Fruto de um terroir exclusivo, o viognier da Casa Valduga é intenso e aromático, com notas de pêssego, damasco e toques de mel e flor de acácia, equilibrando leve dulçor e acidez. Produzido na Serra do Sudeste gaúcho, reflete o cuidado e a tradição de uma das vinícolas mais emblemáticas do país.

    Bacalhau ao Bráz da Mercearia da Praça
    O Bacalhau à Brás, da Mercearia da Praça: preparos do peixe de águas frias estão entre os mais populares na Semana Santa (./Divulgação)
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    Tradicional nas mesas brasileiras, o bacalhau exige atenção especial na hora de harmonizar. Deise Novakoski reforça que a escolha não passa apenas pela proteína principal, mas sobretudo pela forma de preparo e pelos ingredientes que compõem o prato. “O molho e a técnica utilizadas são determinantes. Carnes como cordeiro e cabrito, por exemplo, apresentam leve dulçor e certa untuosidade, o que combina bem com tintos de médio corpo, especialmente blends. O bacalhau, por ser um peixe de águas frias e tradicionalmente salgado, pede vinhos com acidez e elegância: tintos leves, com taninos delicados, conseguem equilibrar a untuosidade e o sal. O camarão, por sua vez, mais adocicado, harmoniza melhor com brancos encorpados, preferencialmente com passagem por madeira, que acrescenta cremosidade e notas amanteigadas.

    Dona Rosa, prato de bacalhau do Adegão Português
    Prato que homenageia a matriarca da família, o dona rosa, do Adegão Português, traz a posta assada no forno com molho de alho-poró e camarão (./Divulgação)

    No Adegão Português, diversas preparações têm o bacalhau como grande protagonista. Uma delas é o prato dona rosa, lançado em março em homenagem à matriarca da família. A receita traz uma posta premium de bacalhau assada ao forno ao molho de alho-poró e camarão, acompanhada de vagem e cenoura refogados, tomate assado e batata corada. “Para uma receita com essa estrutura e untuosidade, ganham espaço harmonizações com rosés e brancos encorpados, especialmente aqueles com passagem por madeira — como um bom Chablis — que trazem frescor, cremosidade e complexidade suficientes para valorizar o prato”, sugere Deise Novakoski.

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    O petit chablis
    O petit chablis é a sugestão para harmonizar com o bacalhau do Adegão (./Divulgação)

    Para harmonizar com o bacalhau, Karina Bellinfanti, da Cave Nacional, sugere o Casa Eva Chardonnay, branco com 12 meses em barricas de carvalho de primeiro uso. Vinícola familiar de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, comandada por mulheres, a Casa Eva investe em rótulos que representam a força e a resiliência femininas na coleção Personas e apresenta este varietal aromático, equilibrado e cheio de personalidade:

    O chardonnay da Casa Eva, uma indicação de Karina Bellinfanti
    O chardonnay da Casa Eva, uma indicação de Karina Bellinfanti (./Divulgação)
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    “Esse vinho entrega textura untuosa, boa acidez e notas de frutas de polpa amarela em calda e caramelo. É estruturado e envolvente. Acho uma boa escolha para acompanhar peixes mais gordurosos e pratos de maior intensidade.

    O Bacalhau a Lagareiro da Mercearia da Praça
    Bacalhau à lagareiro da Mercearia da Praça: casa segue a receita original, embebida em doses generosas de azeite (Tomas Rangel/Divulgação)

    Outra opção produzida com o peixe salgado, o bacalhau à lagareiro da Mercearia da Praça segue a receita original, e vem regado em azeite, com batatas e cebola roxa. “Nós costumamos sugerir um vinho branco estruturado, com passagem por barrica de carvalho, muito equilibrado, fresco, estruturado e com excelente acidez, como o Esporão Reserva branco, safra 2024, um blend de arinto, roupeiro e antão vaz. Esse vinho está excelente, muito gastronômico, afirma Ezequias Almeida, sommelier da Mercearia da Praça, que conta com mais de 1400 rótulos em suas prateleiras.

    O Esporão Reserva Branco 2024
    O Esporão Reserva Branco 2024 é sugestão de harmonização para o bacalhau a lagareiro (Esporão/Divulgação)

    Por ser um peixe de estrutura firme e sabor intenso, o bacalhau exige atenção na harmonização, já que pode ser preparado de diversas formas — de receitas gratinadas a petiscos como bolinho frito ou a clássica bacalhoada. Para orientar as melhores escolhas, o sommelier Diego Peres Ávila, da Bodegas Grupo Wine, destaca como o modo de preparo influencia diretamente na seleção do vinho: “É uma carne de sabor marcante e demanda rótulos que acompanhem essa intensidade, mas sem pesar”, comenta Diego Ávila. “Se a iguaria for mais leve ou frita, são preferíveis rótulos mais frescos e com boa acidez. Se for uma receita de forno mais estruturada, é mais interessante que os vinhos preencham mais a boca. O objetivo é que a bebida ajude a limpar o paladar e realçar os temperos do prato”, acrescenta Ávila.

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    Bacalhau a zé do pipo, um clássico do Rancho Português, também marca presença nas mesas de Páscoa (./Divulgação)

    No bacalhau à lagareiro, marcado por generosas quantidades de azeite, alho e batatas ao murro, a pedida são vinhos com acidez vibrante e boa intensidade, capazes de contrastar com a untuosidade e o toque salino do prato. Um exemplo é o Mar de Frades Albariño, da Ramón Bilbao, na Galícia, que alia textura firme — resultado do estágio sobre borras — a notas florais e mineralidade, criando um diálogo preciso com os sabores do preparo. “Já em receitas mais robustas, como o bacalhau à zé do pipo, que leva ingredientes como maionese, azeite e manteiga, a sugestão recai sobre vinhos com acidez marcante e perfil mineral para equilibrar a riqueza do prato. Nesse caso, o chileno T.H. Sauvignon Blanc, do Valle de Leyda, se destaca pelo frescor cítrico e pela influência das brisas do Pacífico, trazendo leveza e equilíbrio à harmonização”, sugere Ávila.

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    O sauvignon blanc Terroir Hunter, da Leyda, é a sugestão do sommelier Diego Ávila para harmonizar com pratos como o bacalhau a Zé do Pipo (./Divulgação)

    Criado pelo chef Jorge Heleno, o bacalhau espiritual do Nonô, charmoso bistrô dentro da Acaso Cultural, em Botafogo, tem massa cremosa com purê de batata e de cenoura entre as camadas do peixe desfiado em lascas.

    bacalhau espiritual do Nonô
    Bacalhau espiritual do Nonô: criação do chef Jorge Heleno é suculenta e pede uma harmonização marcante (./Divulgação)

    O molho de creme de leite e Catupiry deixa o prato ainda mais suculento. Para completar a experiência, Deise sugere um pinot noir. “Especialmente os do novo mundo, que tendem a ter um toque de tanino mais elevado, são muito bem-vindos, nesse caso, para fazer frente à untuosidade desse excelente preparo”, diz.

    Vinhos da Linha Signature, edição pinot noir, da Grand Cru
    Vinhos da Linha Signature, edição pinot noir, da Grand Cru: rótulos argentinos têm taninos aveludados (./Divulgação)

    Seguindo essa linha, a seleção Signature da importadora Grand Cru para o mês de março, toda com vinhos da uva pinot noir, destaca dois rótulos do Novo Mundo que traduzem a proposta da sommelière. O La Poderosa, da Patagônia, é mais direto e frutado, com taninos sedosos e acidez equilibrada. Já o Cadus Appellation, de Mendoza, aposta em maior complexidade, com notas de frutas vermelhas, nuances terrosas e passagem por carvalho, resultando em um vinho elegante e persistente.

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    Sugestões do portfólio da Woods Wine para harmonizar com os cardápios da Páscoa (./Divulgação)

    A WoodsWine, e-commerce especializado em rótulos de qualidade, também aposta em uma curadoria voltada para a data, reunindo vinhos que transitam entre pratos principais e sobremesas. A seleção inclui rótulos portugueses pensados para acompanhar desde receitas com peixes e frutos do mar até doces à base de chocolate, como os tradicionais vinhos do Porto. “Os pratos típicos de Páscoa pedem vinhos com frescor, boa acidez e complexidade. Selecionamos rótulos portugueses para ajudar o cliente a montar sua mesa com versatilidade, do prato principal à sobremesa”, afirma Manuela Porto, diretora de experiência da marca.

    Bourride do La Villa
    O bourride, ou ensopado de peixe, é a sugestão do Bistrô La Villa para a Sexta-Feira Santa (./Divulgação)

    No Bistrô La Villa, em Botafogo, faz sucesso o bourride de peixe e frutos do mar, tradicional ensopado da Provence preparado com peixe da estação, camarões, lulas e mexilhões. Para harmonizar, Deise Novakoski indica vinhos rosé. “Sugiro, para esse prato provençal, um vinho rosé da mesma região de Provence, bem estruturado, feito com grenache, por exemplo”.

    Vinhos rosés da Provence: indicações
    Vinhos rosés da Provence: frescor, refrescância e acidez equilibrada (./Divulgação)

    Com base nas sugestões de Deise, a harmonização regional ganha ainda mais força com rótulos da Provence disponíveis no Sabrage, bar de vinhos comandado por Ettore Amêndola em Copacabana. O Manon Côtes de Provence, por exemplo, é uma escolha certeira: “É um rosé elegante, de perfil seco e sedoso, com notas de flores brancas e pêssego, acidez equilibrada e leve cremosidade — resultado da maturação sobre borras — acompanham com precisão a riqueza do bourride”, afirma Ettore.

    Outra ótima opção é o Miraval Côtes de Provence, que reforça esse estilo com um perfil leve e refrescante, marcado por frutas vermelhas frescas, cítricos e delicada mineralidade. Elaborado com uvas como cinsault, grenache, syrah e vermentino, o rótulo combina frescor e equilíbrio, funcionando como contraponto ideal à intensidade do ensopado de peixe e frutos do mar.

    Outro grande queridinho entre os frutos do mar, o camarão, embora também apresente certa gordura, tende ao adocicado, o que abre espaço para harmonizações diferentes. Nesse caso, os tintos podem ser deixados de lado, dando lugar a brancos mais encorpados, especialmente aqueles que passaram por fermentação ou estágio em madeira. Essa técnica confere mais cremosidade ao vinho e, dependendo da uva, revela notas amanteigadas que combinam bem com o perfil do prato.

    Don Guerino Vintage Torrontes,
    Don Guerino Vintage Torrontes, o campeão de vendas da Vinum Rio, loja de vinhos finos brasileiros (./Divulgação)

    “A Vinum, por exemplo, tem um torrontés muito bom, que pode ser usado para os peixes pargo e pescada amarela, desde que sejam feitos simplesmente grelhados, com legumes e ou purê de batatas . Também funciona com uma salada verde de entrada, bruschetta com caponata”, indica Deise.

    costeletas de cordeiro frenched rack do Cortés Asador
    Seleção de açougueiro: para o Domingo de Páscoa, o Cortés Asador sugere as costeletas de cordeiro frenched rack (Gui Galembeck/Divulgação)

    Tradição do Domingo de Páscoa, pratos como o cordeiro estão presentes no menu do Cortés Asador, que oferece as costelas de frenched rack por tempo limitado, dentro da Seleção do Açougueiro, com cortes inéditos. Proveniente da Patagônia Chilena, o prato é resultado do manejo de cordeiros jovens que recebem alimentação natural, especialmente selecionados pelo consultor de carnes Flavio Saldanha.

    vinhos da casa do Cortés Asador
    areA15 Blends Cabernet Sauvignon e Marselan: vinho produzido com exclusividade para o Cortés Asador é a sugestão para as costelas de cordeiro (Gui Galembeck/Divulgação)

    Para harmonizar, a casa oferece aproximadamente 100 rótulos selecionados pela sommelière Luciana Bernardes. Entre as boas pedidas da carta, há novidades como o areA15 Blends Cabernet Sauvignon e Marselan, desenvolvido com exclusividade para o restaurante. Corte de 70% cabernet sauvignon com 24 meses em barrica de carvalho, e 30% marselan, o rótulo é produzido no Rio Grande do Sul pela vinícola areA15. “A marselan equilibra a potência da cabernet sauvignon, além de aportar toques mentolados e de especiarias, o que harmoniza com carnes como a de cordeiro”, indica a sommelière Luciana Bernardes.

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    arroz de cabrito à moda da casa do Rancho Português
    O arroz de cabrito à moda da casa é uma das sugestões do Rancho Português para quem não gosta de peixes (Rodrigo Azevedo/Divulgação)

    Para quem prefere variar além do bacalhau e dos pescados, os arrozes com diferentes proteínas ganham destaque nas mesas da Semana Santa. Na Mercearia da Praça, o arroz de mariscos à portuguesa é preparado no próprio caldo, reunindo mexilhões, camarão, polvo, lula, peixe e coentro, em uma receita rica e aromática. Menos presente na ocasião, o pato surge como outra opção no menu da casa, no arroz de pato à dona rosa, que segue a tradição, com a proteína desfiada, miúdos, chouriço português, vinho do Porto, pimenta-do-reino e finalização gratinada com parmesão.

    Outra opção é o arroz de cabrito à moda da casa, do Rancho Português, que leva cabrito assado e desfiado, combinado com arroz, champignon e chouriço português, resultando em um prato robusto e cheio de sabor.

    Ramon Bilbao Rioja Crianza
    Ramon Bilbao Rioja Crianza (Cantu Grupo Wine/Divulgação)

    Para acompanhar o cabrito do Rancho Português, Deise sugere um cabernet sauvignon com passagem por barrica de carvalho, que traz estrutura, taninos firmes e notas especiadas capazes de harmonizar com a intensidade do prato. Outra escolha certeira é um tinto da Rioja no estilo Crianza, que combina fruta madura, leve toque de madeira e elegância, elevando a experiência a um nível mais sofisticado.

    A Colher de Pau
    Chocolates e drágeas de coelhinhos da loja A Colher de Pau (Alex Woloch/Divulgação)

    Quando assunto é sobremesa, difícil fugir dos chocolates na ocasião. Opção original no menu de Páscoa da Colher de Pau, a torta de palha italiana é uma delícia de brigadeiro com creme de avelã e biscoito, coberta com farofa doce, ninho de doce de leite e ovos de chocolate.

     

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    A Colher de Pau: doceria do Leblon tem torta de palha italiana e outras delicias inovadoras (./Divulgação)

    Para as sobremesas, Karina Bellinfanti, da Cave Nacional, sugere opções como o Campos de Cima Licoroso, vinho fortificado produzido a partir da uva tannat, com 6 meses de passagem em barricas. “o vinho é muito agradável, apresenta notas de chocolate e almíscar, tem alto teor alcóolico e aromas mais adocicados que harmonizam perfeitamente com sobremesas, sobretudo os tradicionais ovos de Páscoa.

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    Licoroso da Campos de Cima, vinícola da Campanha Gaúcha, é a sugestão de Karina Bellinfanti de harmoização com os chocolates de Páscoa (./Divulgação)

    Quem quiser fugir do chocolate tem entre os doces de ovos e outras delícias da cozinha lusitana boas opções. Com um cardápio extenso de sobremesas conventuais, o Rancho Português tem pedidas certeiras como as natas do céu, feitas com natas cremosas,  gemas de ovos, açúcar e um toque de baunilha.

    As natas do céu do Rancho Português
    Natas do céu: sobremesa tipica é uma das atrações do Rancho Português (Tomas Rangel/Divulgação)

    Para harmonizar, Deise Novakoski sugere o moscatel de Setúbal. “Os vinhos fortificados ocupam um lugar especial no universo da bebida. São intensos, aromáticos e longevos, resultado de técnica e tradição. Sua doçura natural — proveniente do açúcar residual que não se converteu totalmente em álcool — faz com que harmonizem especialmente bem com sobremesas, criando equilíbrio mesmo diante de preparos mais intensos”, explica a sommelière, acrescentando que a acidez ajuda a limpar o paladar a cada garfada, tornando a experiência mais agradável e evitando excessos.

    Moscatel de Setúbal
    Moscatel de Setúbal é a dica de harmonização para a sobremesa com chocolates (./Divulgação)

    Ettore Amêndola, por sua vez, indica outra escolhas clássica para finalizar as refeições de Páscoa em grande estilo: um vinho do Porto Graham’s Fine Ruby

    ruby, vinho do porto
    O vinho de sobremesa indicado por Ettore Amêndola é um Graham’s Fine Ruby, fortificado do Porto (./Divulgação)

    Assim, mais do que uma escolha complementar, o vinho se firma como elemento essencial para valorizar os sabores da Páscoa, tornando cada refeição ainda mais especial.

     

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