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Patricia Lins e Silva Por Patrícia Lins e Silva, pedagoga Educação

O papel da educação no enfrentamento ao aquecimento global

A escola tem a responsabilidade de educar a “geração da pandemia”, marcada pelas questões sanitárias e ambientais

Por Patricia Lins e Silva Atualizado em 20 Maio 2021, 13h14 - Publicado em 20 Maio 2021, 13h13

     Estamos num momento difícil da História da humanidade. Aos problemas políticos, econômicos, sociais e sanitários, que acontecem no mundo inteiro, acrescenta-se o problema inquietante do aquecimento da Terra, que dá sinais de que não suporta mais nosso modo de viver e é o ambiente que precisamos preservar porque é o único em que sobrevivemos. Entre as consequências de nossa predação dos recursos do planeta, está a mudança no sistema climático, que ameaça a continuidade das formas de vida. Estamos atrasados nas providências necessárias para diminuir as emissões de dióxido de carbono que lançamos para a atmosfera, que resulta em cada vez mais aquecimento. 

​            A questão alarmante da elevação de temperatura convive com o antigo problema da profunda e inaceitável desigualdade social e econômica, com muitos humanos vivendo uma infinidade de carências imediatas, como escassez de alimento, água potável, educação, moradia, esgoto, água encanada, trabalho, segurança. Os mais necessitados são sempre os primeiros atingidos pelas secas, falta de alimento, inundações, furacões. O problema  da desigualdade e a questão ambiental são inseparáveis porque ambos têm origem no funcionamento e estrutura de nossa sociedade. Temos que nos apressar para preparar soluções, enquanto ainda temos tempo. 

​            A NASA e a NOAA, instituições americanas que recolhem dados e pesquisam sobre o clima, dizem que o aquecimento do ar e da água do planeta são causa das mudanças climáticas que provocam os incêndios, os tufões, as inundações, todos os desastres climáticos intensos de que temos notícias nos últimos anos. Um grupo de cientistas climáticos dos EUA, China e Itália publicou que os oceanos atingiram um aquecimento recorde em 2020. Absorveram o calor da atmosfera da Terra, o que causou, no ano passado, os “supertufões” no Oceano Pacífico, as chuvas intensas na América do Norte e mudanças nos ecossistemas marinhos, com proliferação de algas nocivas e encalhe de filhotes de foca. Pesquisadores ingleses publicaram na revista Nature Climate Change que, se nos próximos 20 anos, as nações fizerem cortes drásticos nas emissões de dióxido de carbono, será possível estabilizar o clima na segunda metade do século 21.

​            A atmosfera aqueceu 1,2 graus desde os tempos pré-industriais e, a cada década, aumenta cerca de 0,2 graus. Fazendo as contas, neste ritmo, as temperaturas globais vão ultrapassar o limite de 1,5º graus até 2030, que foi a meta definida pelas nações que assinaram o acordo de Paris, em 2015. 

​            O investimento nas pesquisas da ciência é crucial para que se encontre uma saída que garanta a sustentabilidade da vida na Terra. Um artigo na revista WIRED relatou que já existem máquinas que aspiram o dióxido de carbono numa captura feita direta do ar. Mas sua implantação é limitada porque o investimento global é astronômico.

​            As novas gerações vão enfrentar muitos problemas para proteger o planeta e seu futuro, para salvar o ambiente que é a origem e habitat de todas as espécies de vida. Vamos reflorestar o que foi destruído, mas não basta  para recuperar o sistema natural da Terra. A solução passa por uma radical transformação da visão de mundo a que estamos habituados. A pandemia mostrou que é possível mudar, que conseguimos funcionar em circunstâncias diferentes.

A escola de hoje tem a enorme responsabilidade de educar a “geração da pandemia”, uma geração marcada pela mudança abrupta na vida da humanidade. Uma geração que precisa ser educada e apoiada para repensar o modo de viver, para adquirir e tolerar outras visões de mundo, para transformar as relações dos humanos com o sistema natural do planeta, para compreender que são parte do ambiente. É a maneira de preservar o único meio em que sobrevivem todas as espécies de vida que conhecemos.

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