MPB em luto com a morte de Mãe Carmen do Gantois
A filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois adorava o Rio e vinha sempre que podia
A MPB acordou mais silenciosa nesta sexta (26/12) com a notícia da morte de Mãe Carmen do Gantois, aos 98 anos, em Salvador. Uma das maiores lideranças religiosas do Brasil, ela era a filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois — nome incontornável da história espiritual, cultural e política da Bahia.
Sua casa, o Ilê Axé Iyá Omin Iyamassê, o Gantois, foi — e segue sendo — um território de resistência negra, fé, cultura e diálogo com o mundo.
Entre os muitos que se despedem estão Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Xande de Pilares e Regina Casé, que conviveu com a ialorixá tanto na Bahia quanto no Rio. A atriz esteve ao seu lado em aniversários, encontros familiares, idas ao Mercadão de Madureira e em camarotes do carnaval carioca — espiritualidade e alegria com a mesma naturalidade.
Desde 2002, depois da morte da irmã Mãe Cleusa, Carmen assumiu o comando do Gantois, dando continuidade à linhagem de Mãe Menininha. Em 2019, sua trajetória foi celebrada em um álbum produzido por Flora Gil, com participações de Jorge Ben Jor, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Alcione e Daniela Mercury.
O Gantois passa a ser conduzido por suas filhas, Mãe Ângela e Mãe Neli, que dão sequência a uma história de gerações.
Mãe Carmen morreu no dia de Oxalá — o orixá da criação, da paz e da sabedoria. Para o candomblé, não é coincidência: acredita-se que os filhos retornam no dia de seu orixá, como quem fecha um ciclo.
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