Livro de Juliana Rosa: debate com Malan em lançamento
"Voos de galinha" propõe uma reflexão: por que a economia brasileira vai alto por algum tempo, mas volta logo pro chão?
Para debate no lançamento de “De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira” (Nova Fronteira), na Janela do Shopping da Gávea, a jornalista Juliana Rosa convidou um economista que está sempre com o prestígio em pé: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan. Ele é também um dos entrevistados do livro. Malan reforçou os temas que anda defendendo: arrumar o regime fiscal, responsabilidade, prioridades, previsibilidade — que são exatamente os que Juliana propõe tornar acessíveis a qualquer leigo.
“Voos de galinha”, uma expressão recorrente no meio econômico, propõe uma reflexão direta: por que a economia brasileira vai alto por algum tempo, mas volta logo pro chão? “É um crescimento econômico de curto prazo, que não se sustenta ao longo do tempo. O Brasil tem feito voos de galinha desde a década de 1980, o que nos privou de uma qualidade de vida melhor”, diz a autora, que trata de temas áridos de maneira simples, mas quer entender os mecanismos que travam o crescimento do país.
Malan é uma fonte antiga de Juliana em 25 anos de carreira — desde quando ela era da Globo (hoje é da Band), tão fiel quanto os amigos que manteve na GloboNews: “Eu confio muito na juventude brasileira hoje, principalmente na que tem espírito público e preocupações não restritas ao mundo da Economia (…). Um livro como esse ajuda, e muito, as novas gerações a entenderem a magnitude do desafio que têm pela frente, se é que desejam viver em um país mais decente e mais digno”, disse.
Malan brincou com o economista e imortal da ABL Edmar Bacha: “Diz o Bacha que, uma vez, ele assistiu a uma palestra de um economista. Talvez os mais velhos aqui tenham ouvido falar: o Ignácio Rangel. Outros membros da mesa tinham falado sentado, e o Rangel se levantou e disse que ele, como Aristóteles, antes dele, gostava de falar de pé porque o sangue lhe descia aos pés, e as ideias lhe subiam à cabeça. E o Edmar falou, uma vez, que ele, assim como Rangel e Aristóteles, ia fazer a mesma coisa. Então estou fazendo aqui, depois de Edmar, Rangel e Aristóteles: levantando para falar de pé, na esperança de que as ideias me assomam à cabeça, e o sangue não baixe para os meus pés”.
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