João Fonseca: “Fonsequismo” tá on
“Um estado de espírito – dedicação máxima e apoio inabalável ao tenista brasileiro João Fonseca", diz verbete em inglês

Depois que o nome do nosso carioquinha João Fonseca começou a ascender no tênis profissional na velocidade da luz, os fãs da Geração Z aderiram ao movimento “fonsequista”, os adeptos do “fonsequismo”, expressão que tem bombado nas redes.
Tanto que até a página oficial do Comitê Olímpico do Brasil (COB) escreveu “Fonsequismo tá on” no “X”; assim como a conta oficial da Copa América de futebol, que publicou “o Fonsequismo está na moda”; e até o US Open já usou.
E também ganhou verbete em inglês: “A state of mind – ultimate dedication to and unwavering support for Brazilian tennis player João Fonseca. See also fonsequized – to be a fanatical supporter of João Fonseca” (em tradução livre: “Um estado de espírito – dedicação máxima e apoio inabalável ao tenista brasileiro João Fonseca. Ver também fonsequizado – ser um torcedor fanático de João Fonseca”).
Fonsequismo existe realmente: é uma tendência filosófica luso-brasileira, em referência ao filósofo, jesuíta e padre português Pedro da Fonseca (1528-1599), estudioso de Aristóteles.
Fonseca, o tenista, bateu quatro argentinos e ganhou o título do ATP em Buenos Aires, nesse domingo (16/02). Torcidas brasileiras e argentinas têm uma rivalidade natural histórica. Em qualquer oportunidade, surge alguma provocação, e a da torcida Movimento Verde Amarelo (MVA) junto com o jornalista Tomer Savoia compuseram até uma música depois da partida, em espanhol, para qualquer “hermano” entender, “decime que si siente”: “Hermanos, me diz como se sente (decime que si siente), perder em casa sem parar… João Fonseca tem 18 anos, pouca idade e muita personalidade, cinco partidas ele jogou, quatro argentinos humilhou, teve até um match point que ele salvou… Brasil ganhou mais uma vez… Em Buenos Aires, João é rei. El pibe de oro (‘o garoto de ouro’, como é chamado Maradona no seu país) é nosso! Argentino é freguês”.
João foi o tenista que mais subiu no ranking esta semana, sendo o 68º do mundo e o 1º do Brasil.
Segundo o jornalista esportivo André Rizek, “o título de Buenos Aires pode trazer duas consequências ao João: jogar (ainda) mais leve no Rio Open (minimizo: o moleque está sempre leve) ou trazer sequela física. Carlos Alcaraz pagou por isso em 2023, venceu Buenos Aires e chegou cansado aqui. A ver. O Rio Open é um torneio maior, mas o João, fenômeno, está cada vez mais pronto para desafios maiores”.
No torneio carioca, ele joga nesta terça (18/02), contra o francês Alexandre Müller, 28 anos, que disputou o torneio em Buenos Aires e caiu nos 16-avos de final para o sérvio Laslo Djere, adversário de Fonseca na semifinal. Atualmente, é 60º colocado do ranking da ATP, oito posições acima do brasileiro.