Dado Dolabella candidato: post de anúncio é apagado
dado anunciou que será candidato a deputado federal pelo Rio com a bandeira da “defesa da família". Você duvida que ele possa se eleger?
Depois das críticas (e memes), Washington Reis, presidente do MDB no Rio, resolveu apagar o post em que anunciava a filiação do ator Dado Dolabella em todas as redes. No registro, Reis disse que Dado “vai arrebentar a boca do balão”, porque, segundo ele, tem “sangue político na veia desde criança”. Faltou combinar com a Internet.
Dado, por sua vez, anunciou que será candidato a deputado federal pelo Rio com a bandeira da “defesa da família” e contra “falsas acusações contra homens por violência doméstica”. Você duvida que ele possa se eleger?
Em 2008, Luana Piovani o processou depois de um episódio em uma boate, quando ele a agrediu com um tapa que a derrubou no chão. Em 2010, foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto. No mesmo caso, a camareira Esmeralda de Souza tentou intervir e acabou empurrada, machucando os dois pulsos — ele também foi condenado por lesão corporal nesse episódio.
Ainda em 2010, a publicitária Viviane Sarahyba, então sua mulher e mãe de um de seus filhos, denunciou agressões físicas e verbais durante o processo de separação. Ela conseguiu medida cautelar que o obrigou a deixar a casa.
Em 2020, a modelo Marina Rodrigues, ex-namorada, falou publicamente sobre um relacionamento abusivo e tóxico — caso que incendiou as redes, ainda que sem acusação de agressão física. Soma-se a isso as prisões em 2017 e 2018 por falta de pagamento de pensão alimentícia.
Piovani gravou um vídeo dizendo que o Brasil é “o país da piada pronta. Como pode uma pessoa com processo criminal poder se candidatar a cargo público? Uma pessoa que não paga pensão, um agressor, ex-presidiário”.
A discussão saiu do deboche e foi parar num ponto mais sério, a Lei da Ficha Limpa. Pela regra, a inelegibilidade vale por oito anos depois do cumprimento da pena. Considerando que a condenação ligada ao caso de 2008 foi cumprida até 2013/2014, esse prazo já teria passado. No caso de Viviane, a pena foi curta e cumprida rapidamente. E prisão por dívida de pensão alimentícia não gera inelegibilidade pela lei, independentemente de quantas vezes aconteça.
Juridicamente, pode. Politicamente, é outra conversa. Agora ele pode enfrentar esses julgamentos nas urnas, onde os adversários certamente vão usar tal histórico e “dar” a cadeira em Brasília para o ator está nas mãos dos votos.







