Centro: bombeiros com medo de entrar no casarão, pelos laudos opostos
Bombeiros tiveram usar caminhão equipado com escada aérea e plataforma suspensa para jogar água por cima





Drogados incendiaram, novamente, os escombros do que sobrou do casarão cuja fachada foi ao chão no dia 8 de março, na altura da Praça da Cruz Vermelha, dizem moradores da Mem de Sá, no Centro. Na manhã desta quarta (02/04), mais ou menos 16 bombeiros não sabiam se entravam ou não no imóvel porque a Defesa Civil diz que não corre perigo de outro desabamento, mas o laudo do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade diz o contrário. A solução foi usar um caminhão equipado com escada aérea e plataforma suspensa para jogar água por cima e conseguir apagar o incêndio.
No fim de semana, um vizinho disse que um carro parou na porta e dois homens arrancaram o pórtico de madeira maciça inteiro. A secretaria de Conservação apareceu, lacrou a entrada com um muro de tijolos e deu uma acalmada, mas voltou a acontecer.
Enquanto isso, um incêndio atingiu um casarão na Rua República do Líbano, na noite da segunda (31/03), onde funciona um bar, um restaurante e uma loja de conserto de aparelhos eletrônicos, controlado pelos bombeiros.
O prefeito Eduardo Paes anunciou, na última semana, o plano para recuperar os casarões abandonados. O assunto está cada dia mais urgente.
A Prefeitura vai bancar a recuperação dos imóveis, em projeto que segue o modelo adotado no caso do Gasômetro, para a construção do Estádio do Flamengo – quem comprar os imóveis vai ter apoio financeiro para investir nas obras.