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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Bloco leva Burle Marx às ruas e dá “chamada” em Paes 

Bloco cria o tema “A História do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental que foi destruído: o tombamento que tombou”

Por Daniela
9 fev 2026, 14h23 • Atualizado em 9 fev 2026, 16h23
Burle Marx
 (./Reprodução)
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  • badssad
    (./Reprodução)

    Um boneco do paisagista Roberto Burle Marx (1909–1994) foi o protagonista do primeiro desfile do bloco Viva o Verde, nas ruas do Flamengo nesse fim de semana, com parada em frente ao antigo colégio Bennett, cenário da polêmica ambiental mais recente da cidade.

    O bloco teve um motivo claro: o protesto “A História do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental que foi destruído: o tombamento que tombou”, em  crítica ao corte de 71 árvores centenárias para a construção de um condomínio residencial. A obra está paralisada desde 21 de janeiro por decisão da Justiça do Rio, que atendeu a pedido de associações de moradores e proibiu qualquer intervenção em árvores no terreno e seu entorno.

    Entre tamborins e cartazes, integrantes do Movimento Baía Viva, ecologistas, representantes de associações de bairro e moradores que aproveitaram o pré-carnaval para conscientizar quem passava.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), o Rio tem um déficit de cerca de 860 mil a 1 milhão de árvores, concentrado sobretudo nas zonas Norte e Oeste — o que ajuda a explicar o calorão dessas regiões. Bairros como Bangu, Santa Cruz e Cordovil sofrem mais com a falta de cobertura vegetal, criando uma desigualdade térmica quando comparados à Zona Sul mais arborizada.

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    O Viva o Verde tem até marchinha, com letra de Renato Freixo e música de Gustavo Destord, chamando atenção para o prefeito Eduardo Paes:

    “Simbora, meu povo! Salve o Verde!
    Paes, tá na hora de acordar
    Tá na hora de mudar
    A gente quer respirar
    Deixa o nosso verde em paz!

    Ô, Paes,
    A vida é que importa
    A voz do povo é força
    Se não quiser ouvir
    A voz do povo vai te parar
    Salve o Verde!”

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