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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD.
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.
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Febre Maculosa: tudo que você precisa saber sobre a doença do carrapato

A Febre Maculosa, é uma doença infecciosa e febril, que apresenta um espectro amplo de manifestações clínicas com uma letalidade significativamente alta.

Por Fabiano Serfaty Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 15 jun 2023, 15h07 - Publicado em 15 jun 2023, 03h36

Neste mundo repleto de mistérios e desafios, algumas doenças se destacam como verdadeiros enigmas. A Febre maculosa é uma delas, esta doença é transmitida por carrapatos infectados e tem se mostrado um problema emergente e preocupante para a saúde pública brasileira. A Febre Maculosa, é uma doença infecciosa e febril de intensidade variável, que apresenta um espectro amplo de manifestações clínicas. Seus sintomas podem se manifestar em diferentes formas clínicas, desde casos leves e atípicos até formas graves, com uma taxa de letalidade significativamente alta.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os casos vem aumentando significativamente nos últimos anos, se propagando silenciosamente e afetando cada vez mais pessoas em diferentes regiões do país. Apesar de sua gravidade e do potencial impacto na saúde da população, a falta de conhecimento e conscientização sobre a doença tem dificultado sua prevenção e controle efetivo.

Agentes Causadores e Transmissores da Febre Maculosa 

A Febre Maculosa é uma doença causada por uma bactéria pertencente ao gênero Rickettsia, sendo transmitida pela picada de carrapatos. No Brasil, duas espécies de riquétsias estão associadas aos casos clínicos da febre maculosa:

A primeira delas é a Rickettsia rickettsii, responsável pela Febre Maculosa Brasileira (FMB), considerada uma doença grave, que tem sido registrada principalmente no norte do estado do Paraná e nos estados da região Sudeste;

A segunda espécie é a Rickettsia parkeri, que tem sido identificada em ambientes de Mata Atlântica, presentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará. Essa espécie produz quadros clínicos menos graves em comparação à Febre Maculosa Brasileira (FMB).

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A transmissão ocorre em seres humanos através da picada do carrapato infectado pela bactéria causadora da doença. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida. No Brasil, os principais vetores (transmissores) de doença são os carrapatos do gênero Amblyomma, como A. sculptum (também conhecido como carrapato-estrela, carrapato-do-cavalo, ou micuim), A. aureolatum e A. ovale. 

Diferente do carrapato comumente encontrado em cachorros, o carrapato-estrela, conhecido como Amblyomma cajennense, é uma espécie transmissora da doença que pode ser encontrada em animais de grande porte, como bois e cavalos, além de cães, aves domésticas, gambás, coelhos e, especialmente, nas capivaras. No entanto, é importante destacar que potencialmente qualquer espécie de carrapato pode abrigar a bactéria causadora da febre maculosa, inclusive o carrapato do cachorro.

 A Engrenagem do Ciclo de Transmissão

Para entender a febre maculosa, é crucial compreender seu ciclo de transmissão. Carrapatos infectados por Rickettsia rickettsii alimentam-se de hospedeiros como bois, cavalos, gambás, rato, capivaras e até mesmo cães. Ao picar humanos, eles transferem a bactéria, que se instala no organismo e provoca uma série de reações patológicas. A complexidade desse ciclo, aliada à resistência dos carrapatos, torna o controle e prevenção da doença um desafio constante.

A transmissão da febre maculosa ocorre através da picada de carrapatos infectados. Para que a doença seja transmitida, o carrapato infectado precisa permanecer fixado na pele da pessoa por um período mínimo de quatro horas. É importante ressaltar que os carrapatos mais jovens e de menor tamanho apresentam um risco maior, pois são mais difíceis de serem detectados.

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Diferentemente de algumas doenças infecciosas, a febre maculosa não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A transmissão ocorre exclusivamente por meio da interação com carrapatos infectados. Portanto, não há necessidade de preocupação quanto à transmissão da doença entre indivíduos.

Conheça os sintomas e a importância do diagnóstico precoce

Os sintomas iniciais geralmente se assemelham a uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico precoce.

A Febre Maculosa é uma doença infecciosa grave que requer atenção imediata. Inicialmente, seus sintomas podem se assemelhar aos de outras infecções como uma gripe, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. No entanto, é fundamental estar ciente dos sinais característicos desta doença para buscar ajuda médica o mais rápido possível.

A doença geralmente se inicia abruptamente, com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções, como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, falta de apetite e desânimo. Esses sintomas iniciais podem ser confundidos com outras enfermidades, o que destaca a importância de uma avaliação médica criteriosa, especialmente se o paciente tiver estado em regiões onde há presença de cavalos, capivaras, animais silvestres ou casos registrados de Febre Maculosa.

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À medida que a Febre Maculosa progride, é frequente observar o surgimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, caracterizadas por não causarem coceira, mas que podem se espalhar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés. Estas lesões, semelhantes a picadas de pulga, podem apresentar pequenas hemorragias sob a pele. O que diferencia essas manchas é que elas aparecem em todo o corpo, incluindo a palma das mãos e a planta dos pés, o que não é comum em outras doenças como sarampo, rubéola ou dengue hemorrágica, por exemplo.

 

https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/febre-maculosa/febre-maculosa-aspactos-epidemiologicos-clinicos-e-ambientais.pdf
Exantema palmar na febre maculosa brasileira (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/febre-maculosa/febre-maculosa-aspactos-epidemiologicos-clinicos-e-ambientais.pdf/Veja Rio)

 

Além disso, pode ocorrer gangrena nos dedos e orelhas, um sinal grave da progressão da doença. Outro sintoma preocupante é a paralisia dos membros, que começa nas pernas e progride em direção aos pulmões, podendo levar a uma paragem respiratória. Essa condição requer atendimento médico de emergência.

É importante ressaltar que os sintomas da Febre Maculosa podem levar em média de sete a dez dias para se manifestar após a infecção. Portanto, é crucial que o tratamento seja iniciado dentro de, no máximo, cinco dias a partir do início dos sintomas. Após esse período, existe o risco de que os medicamentos não tenham mais o efeito desejado, tornando o tratamento mais desafiador.

Diante dos sintomas descritos e de qualquer suspeita de Febre Maculosa, é fundamental procurar um profissional de saúde imediatamente. Um diagnóstico precoce e um tratamento adequado são essenciais para aumentar as chances de recuperação e minimizar as complicações associadas a esta doença. Lembre-se, informação e ação rápida são fundamentais para combater a Febre Maculosa.

Proteção inclui retirada de carrapatos. Para se proteger e facilitar a visualização dos carrapatos, as pessoas devem usar roupas claras quando entrarem em locais de mato. Se localizar um carrapato na pele, é preciso retirar com cuidado, usando uma pinça, evitando esmagá-lo para que não libere as bactérias. O uso de repelentes também é recomendado. Época mais comum. Embora não seja uma doença sazonal, a febre maculosa é mais comum entre os meses de junho e novembro, período em que predominam os micuins.

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Diagnóstico

O diagnóstico precoce da Febre Maculosa é um desafio, especialmente nos primeiros dias da doença, devido à semelhança dos sintomas com outras doenças como como dengue, leptospirose, hepatite viral, sarampo, salmonelose, malária, lúpus, pneumonia e meningite.  Por isso, os médicos devem realizar uma avaliação cuidadosa dos sintomas, investigando a residência do paciente e possíveis exposições a carrapatos em áreas como matas, florestas, fazendas e trilhas.

A confirmação do diagnóstico é baseada em testes laboratoriais, mas a terapia antibiótica não deve ser adiada em um paciente com apresentação clínica sugestiva. Os antibióticos têm maior probabilidade de prevenir um desfecho fatal da Febre Maculosa  se forem iniciados nos primeiros 5 dias dos sintomas.

Durante os estágios iniciais da doença, é comum que os exames laboratoriais estejam dentro dos limites normais. No entanto, alguns achados podem ser observados em pacientes com Febre Maculosa:

No hemograma, especialmente nas fases iniciais da doença, é comum observar uma contagem de leucócitos geralmente dentro dos valores normais ou, em alguns casos, diminuída, com frequente presença de desvio à esquerda. A leucocitose, quando presente, é mais observada em casos mais graves. A trombocitopenia (diminuição das plaquetas sanguíneas) é predominante na maioria dos pacientes e se torna mais pronunciada nas fases avançadas da doença.

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Nas fases avançadas da Febre Maculosa, é comum observar elevações nos níveis séricos de ureia, creatinina, bilirrubinas, das transaminases hepáticas, creatinoquinase e desidrogenase lática, com maior significância em casos mais graves. A hiponatremia. ( redução nos níveis de sódio no sangue) é o principal distúrbio eletrolítico na Febre Maculosa. Além disso, a hipoalbuminemia e alterações nas provas de coagulação são frequentes.

As principais opções de testes laboratoriais para o diagnóstico específico da Febre Maculosa são:

  • A imunofluorescência indireta (IFI):

A reação de imunofluorescência indireta (IFI) realizada em amostras pareadas de soro – fase aguda e fase de convalescença é o método sorológico mais utilizado para o esclarecimento diagnóstico das riquetsioses, sendo considerado padrão ouro, e o mais disponível na rotina laboratorial.  Este método é utilizado para detectar a presença de anticorpos contra a bactéria por meio da análise de amostras de sangue:

Realiza-se a coleta de duas amostras de soro com um intervalo de 2 a 4 semanas. A primeira amostra é obtida nas duas primeiras semanas da doença, e a segunda é coletada posteriormente. O diagnóstico é confirmado pela demonstração de um aumento pelo menos quatro vezes maior no título de anticorpos IgG específicos por meio do teste de imunofluorescência indireta IFA. Os títulos de anticorpos IgM são menos específicos que os de IgG e podem gerar resultados falsos positivos. Portanto, não devem ser usados isoladamente para o diagnóstico laboratorial. Os anticorpos IgG podem levar de 7 a 10 dias após o início da doença para serem detectados. Resultados negativos de anticorpos durante a fase aguda não podem ser considerados conclusivos por si só.

  • Detecção de DNA:

O DNA da bactéria pode ser detectado por meio de exames como a reação em cadeia da polimerase (PCR). A detecção pode ser realizada em amostras de sangue total na fase aguda da doença ou em biópsias de lesões cutâneas. Alguns departamentos de saúde locais e estaduais disponibilizam testes de PCR específicos para identificação de Rickettsia spp., incluindo a Rickettsia rickettsii.

  • Imuno-histoquímica:

Realiza-se a coloração imuno-histoquímica de amostras de pele ou tecido obtidas por biópsia. Essa técnica permite a identificação do organismo causador da Febre Maculosa por meio da detecção de antígenos específicos.

O diagnóstico da Febre Maculosa requer uma abordagem abrangente que envolva avaliação clínica dos sintomas e exposição a carrapatos, bem como a realização de exames laboratoriais específicos. A detecção de anticorpos por IFA, a análise de DNA por PCR e a coloração imuno-histoquímica são métodos eficazes para confirmar o diagnóstico. É essencial que os médicos estejam cientes das limitações e considerem o contexto clínico para tomar decisões precisas e iniciar o tratamento com antibióticos o mais rápido possível, visando evitar complicações e riscos à vida do paciente.

Tratamento 

A suspeita clínica de Febre Maculosa é suficiente para iniciar o tratamento. O atraso no tratamento pode resultar em doença grave e até mesmo morte. O tratamento adequado é fundamental para garantir a melhora dos pacientes e prevenir as possíveis complicações.

A doxiciclina é considerado o tratamento antimicrobiano de escolha para todos os casos suspeitos de Febre Maculosa, independentemente da idade do paciente, da duração e do nível de gravidade da doença. O uso de antibióticos diferentes da doxiciclina aumenta o risco de morte do paciente. É importante ressaltar que o cloranfenicol, embora possa ser utilizado como uma segunda opção de tratamento, tem sua eficácia considerada inferior em relação à doxiciclina no combate às infecções causadas pela Rickettsia rickettsii. O cloranfenicol deve ser reservado para situações em que o uso da doxiciclina não seja possível como em pacientes alérgicos à doxiciclina. Embora a segurança do uso de doxiciclina durante a gravidez ainda não esteja definitivamente estabelecida em estudos, nos Estados Unidos, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) sugerem que o uso de doxiciclina pode ser considerado, desde que os riscos e benefícios sejam cuidadosamente avaliados para cada caso individual. No Brasil, o cloranfenicol tem sido mais frequentemente utilizado no tratamento de mulheres grávidas com suspeita de febre maculosa.

A doxiciclina deve ser administrada na dose de 100 mg a cada 12 horas para adultos e 2,2 mg/kg a cada 12 horas para crianças com peso inferior a 45 kg. Já o cloranfenicol, quando utilizado, requer a dose recomendada de 500 mg a 1 g a cada 6 horas para adultos e uma dose total diária variando de 50 a 100 mg/kg, dividida em 4 doses diárias (a cada 6 horas) para crianças, por via oral ou endovenosa, a dependendo das condições do paciente. Todos os pacientes devem ser tratados por pelo menos 3 dias após a diminuição da febre e até que haja evidência de melhora clínica, por via oral ou endovenosa, a depender da gravidade do caso. O curso mínimo de tratamento é de 5 a 7 dias, podendo ser estendido nos casos de maior gravidade. É fundamental seguir corretamente a posologia e a duração do tratamento para garantir a eficácia e prevenir complicações.

O uso da doxiciclina para tratar suspeita de Febre Maculosa em crianças é recomendado tanto pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) quanto pelo Comitê de Doenças Infecciosas da Academia Americana de Pediatria. Na dose e duração recomendadas para tratar a febre maculosa, não há evidências de que cause manchas nos dentes permanentes, mesmo quando múltiplos cursos são administrados antes dos oito anos de idade. 

Além do tratamento com antibióticos, é imprescindível ressaltar a importância da remoção adequada de carrapatos como parte integrante do tratamento da Febre Maculosa. Os carrapatos são os principais vetores da Rickettsia rickettsii e sua remoção correta contribui para interromper a transmissão da bactéria e auxiliar na recuperação do paciente.

Ao encontrar um carrapato fixado na pele, é essencial remover o carrapato corretamente A melhor maneira de remover um carrapato é a seguinte: Com o auxílio de pinças, segure o carrapato pela extremidade em que ele se fixa na pele e faça um movimento lento, mas firme, para retirá-lo. Evite segurá-lo pelo meio do corpo. Na ausência de pinças, você pode usar as mãos protegidas por luvas ou papel higiênico para removê-lo. Evite fazê-lo com as mãos desprotegidas, mas caso não haja outra opção, é melhor retirá-lo rapidamente do que aguardar as condições ideais. Após remover o carrapato, desinfete o local da picada e lave as mãos com sabão e água. Não esprema ou esmague o carrapato, pois seus líquidos podem conter a bactéria Rickettsia rickettsii. Em caso de exposição acidental da pele aos líquidos do carrapato, desinfete a área com álcool ou lave com água e sabão. Em casos de infestação intensa, especialmente por larvas (micuins), que são difíceis de serem visíveis, o uso de sabonetes à base de deltametrina pode ser mais eficaz do que a remoção manual um a um. Nunca queime o carrapato com fósforo, use gelo ou outras alternativas, pois elas podem estimular a liberação de líquidos contaminados (linfa) pelos carrapatos. Ao remover um carrapato, evite esmagá-lo com as unhas, pois isso pode liberar bactérias que podem penetrar através de pequenas lesões na pele. Também não force o carrapato a soltar-se usando uma agulha ou palito de fósforo quente. O estresse pode fazer com que o carrapato libere uma grande quantidade de saliva, aumentando as chances de transmissão de bactérias causadoras de doenças. Os carrapatos devem ser removidos com cuidado, através de uma leve torção, para que sua boca se solte da pele.Existem também repelentes com concentrações mais altas do produto químico DEET (N-N-dietil-meta-toluamida), que são eficazes contra mosquitos e carrapatos.

Prevenção

Além do tratamento, a prevenção desempenha um papel crucial no combate a Febre Maculosa. Evitar áreas infestadas por carrapatos, utilizar roupas adequadas e realizar a inspeção cuidadosa do corpo após atividades ao ar livre são medidas essenciais para minimizar o risco de infecção.

A prevenção da febre maculosa é baseada em evitar o contato com carrapatos. É necessário adotar algumas medidas para evitar a doença, especialmente em locais onde há exposição a carrapatos:

Opte por roupas claras, pois facilitam a identificação dos carrapatos, que são escuros. Utilize calças, botas e blusas de manga comprida ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas. É aconselhável que a parte inferior das calças seja colocada dentro das botas e selada com fitas adesivas. Se possível, evite caminhar em áreas conhecidas por serem infestadas por carrapatos. A cada duas horas, é recomendado verificar se há algum carrapato preso ao corpo. Quanto mais rápido o carrapato for removido, menor será o risco de infecção. Evite caminhar também em locais com grama alta ou vegetação densa. Utilize repelentes de insetos. Verifique regularmente se você e seus animais de estimação têm carrapatos. Se encontrar um carrapato preso ao corpo, remova-o cuidadosamente com uma pinça. Evite espremer ou esmagar o carrapato, para evitar a liberação de bactérias. mas puxe-o com firmeza e cuidado. Após remover o carrapato por completo, lave a área da picada com álcool, sabão e água. A proteção inclui a remoção de carrapatos. Quanto mais rápido você remover os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após o uso, coloque todas as roupas em água fervente para eliminar os insetos.

www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201909/24081723-2018-guia-carrapatos.pdf
Os carrapatos deverão, na medida do possível, ser coletados com pinças, realizando movimentos laterais para que o carrapato solte o aparelho bucal que está fixado no hospedeiro. (www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201909/24081723-2018-guia-carrapatos.pdf/Veja Rio)

 

Embora a febre maculosa não seja uma doença sazonal, é mais comum entre os meses de junho e novembro, período em que os carrapatos estão mais presentes. Lembre-se de que a prevenção é fundamental para evitar a febre maculosa. Ao adotar essas medidas, você estará reduzindo significativamente o risco de infecção.

A febre maculosa é uma doença grave com alta letalidade, que exige uma abordagem abrangente que envolve a suspeição diagnóstica precoce, o tratamento adequado e a adoção de medidas preventivas. A conscientização sobre os sinais e sintomas da doença, aliada a uma busca ativa por assistência médica, desempenha um papel crucial na redução da letalidade associada à febre maculosa. Ao reconhecer a importância dessas medidas, podemos enfrentar essa doença desafiadora de forma mais eficaz e proteger a saúde daqueles que estão em risco.

Fontes:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-maculosa

https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/febre-maculosa/febre-maculosa-aspactos-epidemiologicos-clinicos-e-ambientais.pdf

Febre maculosa brasileira

Tickborne Diseases of the US: A Reference Manual for Health Care Providers, Sixth Edition (2022) Print only version [PDF – 52 pages]

 

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