Quiet Beauty: beleza minimalista em alta
Quando o assunto são os procedimentos estéticos, o movimento do “menos é mais”, impulsionado por famosas, ganha força e conquista cada vez mais adeptas

Julia Roberts, Pamela Anderson, Hailey Bieber, Lindsay Lohan, Ana Furtado, Cissa Guimarães, Luiza Brunet… Cada vez mais celebridades, nacionais e internacionais, aderem ao “quiet beauty” (beleza silenciosa, em tradução livre). É um movimento que valoriza as feições naturais, com intervenções a longo prazo, que provocam mudanças graduais e mais sutis, sem transformar drasticamente o rosto. E que parte do princípio de que a beleza também é um reflexo da saúde mental e de um estilo de vida mais saudável.
É aquela melhora discreta, suave, que todo mundo nota, comenta como você está com a pele mais bonita e luminosa, descansada mas não percebe que você passou por um procedimento.
Há 25 anos sou adepta dessa tendência, minimalista, que agora, felizmente, ganha um novo impulso, no mundo inteiro. No ano passado, cerca de dois mil dermatologistas apoiaram o abaixo-assinado em favor do Movimento “quiet beauty”, lançado durante o Congresso Médico de Estética Avançada (MAAC, sigla em inglês).
Sempre vi com preocupação o boom dos procedimentos faciais, que acabou levando a uma padronização de rostos e a exageros que, além de comprometerem o resultado estético, colocam em risco a saúde das pessoas. Digo muitos “nãos” às pacientes que chegam ávidas para fazer os procedimentos da moda, todos de uma vez, querendo resultados rápidos.
Não existem soluções milagrosas. Uma beleza natural, sem aspecto artificial, exige tempo, disciplina para seguir uma rotina de cuidados diários com a pele e bom senso. O botox, os preenchimentos com ácido hialurônico, os bioestimuladores de colágeno, os bioregeneradores, as tecnologias são, sim, aliados de uma pele mais bonita e saudável. Contanto que sejam feitos sem exageros e com responsabilidade, para garantir aos pacientes segurança e qualidade.
A beleza é individual. Cada pessoa tem características únicas, que precisam ser respeitadas e valorizadas. Claro que todos nós temos insatisfações com a nossa aparência e temos todo o direito de querer melhorar o que nos incomoda quando nos olhamos no espelho. Mas isso não significa seguir um padrão. Muito menos entrar numa busca desenfreada pela eterna juventude ou por um ideal de beleza, que só vai trazer frustração e pode até levar à depressão.
É preciso respeitar as necessidades e os desejos de cada fase da nossa vida. Nesse sentido, o “quiet beauty” é um processo de autoconhecimento e de autoaceitação, que acontece com o apoio do dermato.
Para cada pessoa, traçamos um plano de tratamento diferente, respeitando sua individualidade. E isso requer longas conversas, uma análise minuciosa da face, uma relação médico-paciente com muita cumplicidade e confiança. É na consulta que a magia acontece.