Clique e Assine a partir de R$ 6,90/mês

‘Qual o sentido de permitir casa de festa e privar escola?’, diz sindicato

Retorno às aulas na esfera estadual depende do aval da Saúde, segundo secretário de Educação

Por Carolina Barbosa Atualizado em 3 set 2020, 14h48 - Publicado em 3 set 2020, 14h44

O imbróglio da volta às aulas presenciais no Rio segue a todo vapor. Após anunciar a reabertura das escolas públicas para os alunos que não têm acesso à internet, o Secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, afirmou nesta quarta (2) que não há previsão para o retorno presencial. As escolas abrirão as portas apenas para aqueles que não têm condições, comprovadamente, de assistir às atividades virtuais de casa.

+Nota de 200 reais: versões ‘artísticas’ pipocam pela internet

A secretaria não detalhou, no entanto, como será feita a peneira de quem tem condições ou não de assistir em casa e quantos alunos estão nesta situação. Sobre o retorno presencial, o secretário diz que depende do aval da Secretaria estadual de Saúde.

De acordo com decreto estadual publicado em 20 de agosto, as aulas presenciais na rede estadual poderão ser retomadas nas regiões que estiverem em baixo risco de contaminação pela Covid-19, com a bandeira amarela, no mínimo, duas semanas seguidas antes da data prevista para a abertura.

+ Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

O decreto estabelece normas para a retomada das aulas presenciais, tanto no ensino privado (com previsão a partir do dia 14) como na rede estadual, incluindo universidades (previsão para 5 de outubro).

O Sinepe-Rio, que representa os responsáveis pelas escolas particulares, afirma que a rede está preparada e que cada instituição terá a sua proposta pedagógica de retorno, de forma gradual, seguindo os protocolos para evitar a propagação do novo coronavírus. Segundo o decreto, as instituições não podem retornar com mais de um terço de ocupação. “As escolas particulares estão prontas para o retorno gradual, controlado e com base nos protocolos de saúde, elaborados pelas autoridades de saúde do município e do estado. Participamos ativamente de toda a elaboração e já estamos nos preparando há algum tempo”, destaca Frederico Venturini, porta-voz do Sinepe-Rio.

“O que acontece hoje no estado do Rio é uma situação bizarra. Nos países sérios, a educação foi o setor priorizado. Aqui, vários estabelecimentos, voltados ao público infantil, funcionando, como shoppings centers, casa de festas, espaço kids, e as escolas ainda não Qual o sentido de as crianças serem impedidas de um direito básico, que é o da educação?”, indaga Venturini. “Com todos os setores da economia fluminense funcionando, esperamos retornar às salas dia 14”, reafirma ele, que explica que a educação infantil ainda aguarda um consenso entre o governo e o município sobre uma definição de data, além de decisão judicial.

Continua após a publicidade
Publicidade