Por que Vivianne Araújo segue mantendo o posto de rainha das rainhas

Há 18 anos na frente da bateria do Salgueiro, ela é a que está há mais tempo no posto no Grupo Especial; emoção de Xande de Pilares também marcou desfile

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 mar 2025, 10h46 - Publicado em 4 mar 2025, 05h15
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Viviane Araujo: há 18 anos reinando na frente da bateria do Salgueiro, ela é chamada de "rainha das rainhas" (Tata Barreto/Riotur)
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Rainha de bateria do Salgueiro há impressionantes 18 anos, Vivianne Araújo mostrou mais uma vez por que é chamada de “rainha das rainhas”. Muito aplaudida, a atriz, que tem o reinado mais longo do Grupo Especial, cantou o samba com empolgação, esbanjou carisma e mostrou samba no pé.

Vivi, que reinou à frente da Furiosa mais uma vez na madrugada desta terça (4), veio fantasiada de carcará, a famosa ave-de-rapina do sertão: ela explicou que os cangaceiros usavam os ossos do animal como proteção e que ela, ali, era um amuleto da bateria. Mas a atriz não abre mão da humildade.

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Viviane Araujo reinando! 👑 #Carnaval pic.twitter.com/wIpuYbzn2R

“Eu acho que isso tudo é fruto de toda uma trajetória minha dentro do Carnaval. Mas eu não sou mais do que ninguém, não sou nada disso. Eu sou Vivianne, rainha do Salgueiro, da Furiosa, que ama isso aqui, que ama estar aqui”, disse ela ao jornal O Dia, antes do desfile, sobre sua aclamação.

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O enredo Salgueiro de Corpo Fechado faz um mergulho nos rituais de proteção utilizados por diferentes culturas ao longo do tempo, incluindo crenças africanas, práticas indígenas e elementos da cultura popular. O Salgueiro foi a terceira agremiação a se apresentar, no segundo dia do Grupo Especial.

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Outro nome de destaque na escola, o sambista Xande de Pilares, um dos compositores do samba da Vermelha e Branca, estava tão emocionado, pouco antes do início do desfile, que quase não conseguia falar. “A única coisa que eu quero é que o Salgueiro faça um desfile do jeito que a gente acha que tem que desfilar, certinho”, disse ele, com voz embargada, à repórter Mariana Gross, da Globo.

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Xande fez o aquecimento da apresentação, cantando os sambas clássicos da agremiação Peguei um Ita No Norte, de 1993, e Salgueiro é uma Raiz, de 1995, além de sua música Tá Escrito. Embora nas redes sociais ele tenha dividido opiniões (o costume é cantar sambas-enredos clássicos e os chamados sambas de terreiro, que exaltam a escola).

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Uma constelação saiu no Salgueiro: Deborah Secco, Flávia Alessandra, Regina Casé, Ailton Graça, Cacau Protásio, Carla Cristina Cardoso, as ex-BBBs Thelminha e Beatriz Reis e a cantora Rebecca, cria do Salgueiro, foram outros nomes que desfilaram.

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Aos 45 anos, Deborah falou sobre a representatividade de ser uma mulher de sua idade ocupando um lugar de destaque na Avenida. “Fico feliz de estar nesse espaço mostrando que não existe idade para se jogar no Carnaval”, disse ela ao Globo.

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A atriz Flávia Alessandra, aos 50 anos, estreou como musa do Salgueiro, representando Maria Bonita, primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Ela comentou as críticas sobre seu samba no pé (ou a falta dele). “A gente tem fiscal de tudo. Faz parte”, disse ela ao G1.

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“Sempre que a gente está num lugar de muita exposição, de muita projeção, vão ter os fiscais. Do lado de cá, cabe a mim ter a consciência que eu estou correndo atrás. Estou tentando fazer bonito da forma que eu sempre faço: mergulhando, me empenhando”, continuou.

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Uma das surpresas do desfile foi protagonizada pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira. Representando o casal de orixás Xangô e Iansã, do candomblé, Sidclei Santos e Marcella Alves voltaram no último carro, em uma posição de destaque com novo figurino, representando as entidades Zé Pelintra e Pombagira, da umbanda.

Em 2024, a escola tentou convidar Jorge Ben Jor, notório salgueirense, mas ele negou mais uma vez (como já havia feito em 2008 e em 2011). Apesar disso, o cantor bateu ponto em um camarote da Sapucaí para ver a agremiação tijucana passar, como faz todos os anos.

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