Para o alto e além: Ciça leva Viradouro ao título do carnaval em 2026
Enredo da escola de Niterói, mestre de bateria desfilou não só com os ritmistas no topo de um carro alegórico, mas também na comissão de frente
“Pra cima, Ciça”, já cantava o samba da Unidos do Viradouro, que ajudou a levar a escola de Niterói ao seu quarto campeonato (1997, 2020, 2024 e 2026), com enredo sobre o mestre dos mestres de bateria, Moacyr Silva Pinto, que emocionou a Sapucaí. O céu foi o limite da vermelho e branco, que reeditou o feito de erguer seus ritmistas para o alto de um carro alegórico, como em 2007, com a mesma rainha, Juliana Paes, à frente. O público veio abaixo, com gritos de “é campeã”, no setor 13, ao fim do desfile, na madrugada de terça (17). E os jurados também, somando 270 pontos.
A Beija-Flor ficou em segundo lugar (269,9), e a Vila Isabel (269,9) em terceiro. As três primeiras desfilam no Sábado das Campeãs, precedidas de Salgueiro (269,7), Imperatriz (269,4) e Mangueira (269,2). A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro.
“É o samba, é um carnaval do sambista, pô!”, comemorou Ciça, de 69 anos (55 de carnaval), que acompanhava a apuração da Cidade do Samba.
“Ele é a humildade em pessoa. Ele é o cara simples, o cara do povo, que quer se ver homenageado na avenida. O povo quer se ver representado”, disse Juliana Paes à TV Globo, que também estava na Cidade do samba acompanhando a leitura das notas.
“Mestre Ciça é o cara! É a imagem dele que vai ficar para sempre”, acrescentou o carnavalesco Tarcísio Zanon, autor do enredo.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
A disputa foi acirrada durante a leitura das notas, nesta Quarta-feira de Cinzas (18), com Beija-Flor, Salgueiro, Vila Isabel e Imperatriz no cangote da Viradouro, que logo assumiu a liderança. Era um décimo que fazia a diferença.





