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O charme da Zona Norte

Longe da praia, albergues oferecem aos viajantes preço baixo e programas alternativos

Por Bruna Talarico
14 ago 2013, 18h49 • Atualizado em 5 jun 2017, 13h53
Selmy Yassuda
Selmy Yassuda (Redação Veja rio/)
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  • Todo turista que desembarca no Rio sonha com uma temporada entre as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon, entremeada com passeios a cartões-postais como Pão de Açúcar e Corcovado, se possível hospedado a curta distância de tudo isso. O problema é que os hotéis da Zona Sul estão longe de oferecer preços camaradas, e mesmo as opções mais barateiras de pernoite, em albergues, costumam pesar no bolso. Tal custo, aliado ao crescente interesse de jovens estrangeiros pela cidade, tem estimulado a abertura de alternativas fora do circuito turístico tradicional, em bairros a meio caminho da Zona Norte, junto de estações do metrô. Se o viajante troca o hostel de Copacabana por um similar no Estácio, como o Kaza Rio, inaugurado há um ano, a diária cai de uma média de 80 reais para menos de um quarto desse valor. “Muitos hóspedes aproveitam a localização para ter uma experiência mais autêntica, com passeios ao Maracanã, ao Sambódromo e à Feira de São Cristóvão”, conta a advogada Paula Gelbert, 32 anos, dona do empreendimento.

    Selmy Yassuda
    Selmy Yassuda ()

    Instalado em um prédio de três andares, com cinco quartos e capacidade para vinte pessoas, o albergue do Estácio se alinha à tendência internacional de juntar turismo de baixo custo e intercâmbio entre visitantes, com a internet como facilitador. Tanto que só aceita quem faz reservas antecipadas por redes sociais como o Facebook, como forma de selecionar seus frequentadores. O mesmo expediente é adotado pelo Other Side Hostel, aberto há dois meses pelo americano Brian Waksmunski, a poucos metros do concorrente. “Como estrangeiro, sempre achei que os turistas que ficam apenas na área das praias têm uma visão parcial da cidade. Há muito que fazer por aqui, como ir às feijoadas das escolas de samba e aos bares pés-sujos da região, por exemplo”, diz o proprietário, de 35 anos, que já havia trabalhado em um estabelecimento semelhante em Ipanema. Por uma das doze camas reunidas nos quartos coletivos do albergue, o hóspede paga 25 reais por dia, uma quantia camarada para quem pretende passear por uma cidade famosa mundo afora pela beleza e pelas contas salgadas.

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