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Um em cada 3 cariocas defende que “bandido bom é bandido morto”

Pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos em Segurança e Cidadania da Universidade Cândido mostra a relação dos cariocas com a violência

Por Redação VEJA RIO 6 abr 2017, 13h16

Uma semana depois de imagens mostrarem dois policiais do 41º BPM (Irajá) executando dois homens no chão próximo à escola onde a estudante Maria Eduarda Alves Ferreira foi morta com três tiros, o Centro de Estudos em Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes divulgou uma pesquisa que revela o que os cariocas pensam sobre a frase “bandido bom é bandido morto”. Mais de 2 300 pessoas foram ouvidas. O resultado: um em cada três cariocas concorda total ou parcialmente com a sentença, enquanto sessenta a cada 100 cariocas discordam. Na média geral, 37% dos cariocas apoiam o olho por olho e dente por dente. Pesquisa anterior do DataFolha, encomendada pelo Fórum de Segurança Pública, indica que pelo menos 50% dos brasileiros respaldam a frase.

Entre os cariocas adeptos do olho por olho, 38% acham que só a Justiça deveria matar os bandidos; 31% acreditam que só a polícia deve matá-los e 6% dizem que esse poder pertence somente às próprias vítimas, a seus familiares ou às pessoas em geral. Ainda de acordo com a pesquisa, pessoas assaltadas nos últimos 12 meses se sentem mais propensas a concordar com a frase.

O levantamento abordou ainda temas como fazer Justiça com as próprias mãos – 75% dos entrevistados discorda total ou parcialmente dos linchamentos, contra 22% que concordam totalmente. Entre os que consideram o linchamento justificável, 95% apoiam-no para estupradores, 79% para assassinos, 52% para agressores de mulheres, 50% para assaltantes, 49% para corruptos e 41% para traficantes de drogas.

O trabalho da Justiça também foi avaliado, e a nota média foi de 3,5 numa escala de 0 a 10 sobre a chance de prender um criminoso. A polícia também é vista com desconfiança: 69% dos cariocas acham que os policiais não sabem distinguir o trabalhador honesto de um bandido.

Mais uma questão investigada na pesquisa: a perda de pessoas próximas por causa da violência. Os moradores de comunidades são os que mais sofrem com o problema. Entre 2011 e 2016, 34% dos entrevistados disseram ter perdido alguém. A tragédia dos que não moram nas favelas aparecem em menor número: 26%.

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