Terraço do Palácio Capanema, no Centro, será aberto a visitação pública
Os dezesseis pavimentos do prédio já têm destinação, como detalhou o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Após uma década em reforma, o icônico Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, será reaberto ao público no início de janeiro de 2025.
Os dezesseis pavimentos do prédio já têm destinação, como detalhou o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass Peixoto, ao jornal O Globo. Segundo Peixoto, o Capanema será mais voltado ao uso cultural do que administrativo. A intenção é que as atividades que ocorram no edifício tenham conexão com o modernismo, direta ou indiretamente.
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No 14º e no 15º andar, salas de uso múltiplo poderão receber exposições e apresentações artísticas, enquanto o terraço, no 16° andar, com direito a jardim projetado por Burle Marx, também será reaberto à visitação pública e abrigará um café no espaço em que, no século XX, funcionou um restaurante. “Será a popularização do Capanema, uma ocupação popular, diante do que aconteceu com ele. Em 2016, foi palco do OcupaMinc. Depois, houve a tentativa do governo Bolsonaro de vender o edifício e de transformá-lo num imóvel comercial. Queremos que a população se aproprie, que entenda o que tem ali dentro, a importância e a história daquele prédio, que ela se sinta proprietária dele”, afirmou o presidente do Iphan ao O Globo.
O funcionamento pleno do edifício ainda depende da conclusão do projeto de sua gestão, que está sendo desenhado pelo Ministério da Cultura. As empresas interessadas em operar o café do espaço poderão se apresentar em janeiro.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) já fez sua mudança de volta para o prédio, ocupando do 9° ao 11° andares, mas os funcionários ainda aguardam o fim das obras para retornar ao escritórios. A Funarte também é responsável pela Sala Sidney Miller, no térreo, que recebe espetáculos de teatro e música.
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Inaugurado em 1945 por Getúlio Vargas, o Capanema foi tombado pelo Iphan em 1948. Ele guarda obras de arte de muito valor, a exemplo de painéis de Candido Portinari, jardins suspensos de Burle Marx e esculturas de artista modernos. Além disso, o projeto arquitetônico foi concebido por expoentes da arquitetura brasileira como Lúcio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernâni Vasconcelos e Jorge Machado Moreira, sob consultoria do franco-suíço Le Corbusier.