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Segurança: Rio tem recorde de estelionatos durante a pandemia

Dados são do ISP, que também traz boas notícias: estado registrou o menor índice de crimes violentos nos seis primeiros meses de um ano desde 1999

Por Cleo Guimarães - 17 jul 2020, 11h41

As medidas restritivas adotadas desde 13 de março para combater a propagação da pandemia do coronavírus tiveram impacto direto nos crimes registrados no estado nos seis primeiros meses do ano. É o que indicam os dados divulgados nesta quinta (16) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que mostram, por exemplo, que o Rio registrou em 2020 o menor índice de crimes violentos nos seis primeiros meses de um ano desde 1999. Chama atenção, por outro lado, o aumento de 72% no número de estelionatos no mês de junho, em relação ao mesmo período de 2019: foram 5.210 casos – esse é o maior valor da série histórica, iniciada em 2003.

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Fechados em casa e com usuários acessando a internet maciçamente para fazer compras e transações (as vendas on-line aumentaram 209% em todo o mundo durante a pandemia), não é de se estranhar que  a proporção de casos de estelionatos virtuais também tenham apresentado um aumento significativo: comparado com o mesmo mês do ano passado, os casos em ambiente virtual passaram de 9,2% em junho de 2019 para 29,7% em junho de 2020.

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De acordo com o ISP, os dados apresentaram redução de uma forma geral. Veja outros dados:

Homicídio doloso: 1.898 vítimas nos seis primeiros meses de 2020 e 256 em junho, valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1991. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 9% em relação ao primeiro semestre do ano e de 23% em relação a junho.

Roubo seguido de morte (latrocínio): 40 vítimas nos seis primeiros meses de 2020 e duas em junho – esses valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1991. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou 28 mortes a menos em relação ao primeiro semestre do ano e seis a menos em relação a junho.

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Morte por intervenção de agente do Estado: 775 mortes nos seis primeiros meses de 2020 e 34 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou redução de 12% em relação ao primeiro semestre do ano e redução de 78% em relação a junho.

Roubo de carga: 2.556 casos nos seis primeiros meses de 2020 e 404 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 36% em relação ao primeiro semestre do ano e de 33% em relação a junho.

Roubo de veículo: 13.797 ocorrências nos seis primeiros meses de 2020 e 1.744 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 36% em relação ao primeiro semestre do ano e de 44% em relação a junho.

Roubo de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo): 37.763 registros nos seis primeiros meses de 2020 e 4.385 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 42% em relação ao primeiro semestre do ano e de 54% em relação a junho.

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Durante o período de isoalmento (de 13 de março a 30 de junho), o número de ligações para a Central de Atendimento do Disque Denúncia apresentou redução de 27,4% das denúncias de violência contra a mulher. As ligações recebidas pelo Serviço 190 referentes a crimes contra a mulher, no entanto, registraram um aumento de 12,5% em relação aos mesmos dias do ano passado.

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Na análise mensal, o número de vítimas de feminicídio em junho de 2020 apresentou quatro vítimas a mais em relação ao mesmo mês do ano passado: 9 vítimas neste ano contra 5 no ano passado. O total de crimes com vítimas mulheres que foram registrados sob a Lei Maria da Penha teve um declínio de 24% em junho (4.191 em 2020 e 5.510 em 2019), porém, ao comparar com maio de 2020, houve um aumento de 34%. Os estupros com vítimas mulheres no mês de junho também registraram queda: 10%. Foram 319 vítimas mulheres em junho deste ano contra 354 em junho do ano passado. Em contrapartida, ao comparar com maio de 2020, o indicador apresentou aumento de 44%.

 

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