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Secretaria de Saúde rescinde contrato com gestor do Rocha Faria

Antes referência, unidade teve queda de 63% no número de pacientes neste ano

Por Redação VEJA RIO 28 dez 2017, 14h38

Nesta quinta (28), o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, terá seu contrato de administração rescindido com a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas). A decisão foi tomada após a unidade ter recebido notas baixas de comissões técnicas de avaliação.

A OS terá que pagar multa, e haverá um período de transição de 45 dias na administração do hospital. O contrato assinado em 2016 previa o repasse pela prefeitura de R$ 233 milhões, cerca de R$ 9 milhões por mês. Neste ano, cortes foram feitos e a prefeitura deixou de repassar R$ 25 milhões.

Em nota, o Iabas informou que o Rocha Faria e a Coordenadoria de Emergência Regional da unidade funcionam desde a metade do ano com repasses insuficientes e disse que, atualmente, há mais de R$ 16 milhões em aberto com a secretaria, referentes aos dois contratos, o que impossibilita a compra de material, o pagamento de terceirizados, a quitação do 13º de colaboradores, assim como a prestação de serviço de qualidade. A entidade diz que mantém contato constante com a secretaria.

Antes referência, a unidade atendia 19 mil pacientes por mês no ano passado, mas agora só recebe 7 mil, uma queda de 63%. No almoxarifado, faltam os itens mais básicos de atendimento, como gaze, compressas, ataduras, luvas, eletrodos e fraldas.

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