Salgueiro acende a Sapucaí ao som do violino no último desfile
O músico Mateus Soares, de 27 anos, contribuiu com seu instrumento para o clima de erudição da homenageada Rosa Magalhães
Para a erudição e sofisticação estética de Rosa Magalhães, a surpresa corajosa de um violino tocando em paradas da bateria. O desfile do Salgueiro em homenagem à carnavalesca, falecida em 2024, teve samba-enredo que ganhou o público, de ótima cadência a cargo da bateria Furiosa, imprimindo a pressão habitual.
As fantasias se destacaram como um dos grandes trunfos do desfile: elaboradas, minuciosas e com acabamento primoroso, uniram teatralidade e clareza de conceito. Tecidos nobres, aplicações delicadas e soluções criativas reforçaram o diálogo com o estilo da homenageada, resultando em um conjunto coeso, de forte identidade visual e refinamento estético.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
O músico Mateus Soares, de 27 anos, colaborador da Orquestra Sinfônica Brasileira, contribuiu para acentuar o tom com seu violino, pisando pela primeira vez no Sambódromo. O último desfile acordou o público e antigos carnavais vieram à tona, marcadamente nos tempos em que Rosa esteve na Imperatriz Leopoldinense, nos anos 1990. A escola passeou por temas apresentados pela homenageada durante a carreira, com o conjunto de fantasias excelente. No fim, Rosa surgiu coroada num dos carros.





