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S.O.S: em recuperação judicial, Rio Scenarium busca ajuda para driblar a crise pandêmica

Os sócios do grupo, que tem desde a casa de shows a restaurantes, procuram investidores para manter o negócio de pé e salvar o precioso acervo local

Por Carolina Barbosa Atualizado em 11 Maio 2021, 17h38 - Publicado em 11 Maio 2021, 17h37

Um dos protagonistas da revitalização artística e arquitetônica da Lapa, o grupo que abarca o Rio Scenarium, tradicional reduto da cidade, com restaurante, casa de shows, galeria e antiquário, entrou em recuperação judicial em 1º de maio, na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, numa tentativa de tentar evitar que o icônico espaço feche as portas de vez. “Foi um desfecho inesperado, mas necessário para preservar nosso trabalho construído ao longo desses 30 anos”, conta o sócio Plínio Fróes, que junto a Nelson Torzecki, fundou o grupo nos anos 1990.

Assim como para diversos endereços – e verdadeiros patrimônios – da cidade, a crise instaurada pela pandemia do novo coronavírus foi acachapante. Fechada temporariamente desde 7 de março de 2020, a casa, terceira opção turística mais visitada do Rio, segundo o TripAdvisor, recebia antes 64 shows mensais, cerca de 400 artistas e um público estimado em 35 000 pessoas em seus três andares de quatro casarões datados do século XIX.

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Os restaurantes (Mangue Seco e Santo Scenarium), por sua vez, serviam entre 400 e 450 refeições ao dia, sobretudo para executivos que trabalhavam em prédios do entorno (agora em sistema de home office), número que despencou drasticamente para os atuais trinta almoços diários. “Ficou inviável. A operação é muito cara e o negócio poderia gerar aglomeração. Depois de três caipirinhas ou cervejas, por mais que tomássemos todos os cuidados, as pessoas não se segurariam”, explica Fróes, que viu a folha de pagamento ser reduzida de 350 funcionários para 51.

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“Temos que ter paciência e acompanhar o ritmo da vacinação, aguardar o momento certo da retomada. Estamos otimistas, mas precisamos de boas parcerias para seguir e retomarmos o fôlego”, complementa o otimista Fróes. “Muita gente tem na cabeça o Rio Scenarium, mas desempenhamos uma série de atividades na área cultural que pouca gente sabe. Mantemos um precioso e inestimável acervo, de artistas e teatros, para citar alguns exemplos, que são um verdadeiro legado para a cidade e para as próximas gerações. Por isso, queremos muito que tudo isso fosse gerido por parceiros sérios ou um banco, por exemplo”, finaliza.

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