Professores da cidade e do estado vão fazer paralisação; saiba quando

Classe reivindica a recomposição salarial, além de pagamentos de acordos pendentes e do cumprimento do Piso Nacional do Magistério

Por Da Redação 6 abr 2026, 12h23 •
Em Greve: servidores e professores farão ato em frente à Alerj
Em Greve: servidores e professores farão ato em frente à Alerj (Alerj/Divulgação)
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  • A recomposição salarial está em pauta nas redes municipal e estadual de ensino. Na próxima quinta (9), professores e servidores do estado farão uma greve de 24 horas com o objetivo de cobrar reajustes, pagamentos de acordos pendentes e cumprimento do Piso Nacional do Magistério

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    Profissionais da rede estadual participarão de uma assembleia no Clube de Engenharia, no Centro, enquanto educadores da rede municipal se reunirão na Cinelândia. Após as sessões, a classe realizará um ato público em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a partir das 15h. A previsão para retomada das paralisações está prevista para a próxima sexta (10).

    Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), um acordo firmado com a Alerj — que previa a reposição de 26,5% das perdas acumuladas entre 2017 e 2021 — ainda não foi acertado. Dividida em três parcelas, a negociação só teve sua primeira parte, de 13,5%, quitada em janeiro de 2022. As demais seguem pendentes, conforme afirma o Sepe, estão pendentes

    Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que as perdas salariais de profissionais da educação chegaram a 19,4%, entre março de 2019 e dezembro de 2025. No final do ano passado, a Prefeitura concedeu um reajuste de 4,7%. Segundo o Dieese, a proposta não foi suficiente para zerar as perdas. Para ser efetiva, segundo cálculo do departamento, a correção deveria ser de 24%. 

    O cenário é ainda pior na rede estadual: para que os servidores recuperam o mesmo poder de compra que tinham em 2014, o reajuste deveria ser de 55%. Governador interino do Estado, Ricardo Couto de Castro, anunciou, na última quarta (1), uma bonificação de 3 000 reais para mais de 45 000 servidores de escolas estaduais. A medida, entretanto, não absolve a desvalorização da classe

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