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“Levei um mata-leão”, diz professor agredido por agentes da Seop em Copacabana

Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir transeuntes gritando: "ele não fez nada, solta ele, isso é covardia"

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24 fev 2026, 12h26 •
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Professor agredido em Copacabana: Passantes registraram ação de agentes da Seop (Redes sociais/Reprodução)
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  • O professor de educação física Luan de Oliveira foi agredido na tarde deste domingo (22) por agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) que atuavam no calçadão da Praia de Copacabana. Ele ficou indignado com a abordagem dos profissionais a um morador de rua que julgou agressiva. De acordo com Luan, um dos guardas mandou que ele se afastasse dizendo “sai fofoqueiro, está se metendo no nosso trabalho por quê?”. Parte da violência foi registrada por passantes.

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    “Três segundos depois que me virei, levei um golpe forte de cassetete na coxa. Logo em seguida já tinham quatro guardas em cima de mim. Eles me derrubaram no chão com chutes, tapas e, quando consegui levantar, tentaram me enforcar com um mata-leão. Não sei o que poderiam fazer comigo, por isso me segurei na primeira coisa que vi na frente.”, contou o professor ao jornal O GLOBO.

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    De acordo com Luan, quando conseguiu se livrar dos guardas, transeuntes se aproximaram para ajudá-lo. Em vídeos que circulam nas redes é possível ouvir pessoas gritando “ele não fez nada, solta ele, isso é covardia”, com questionamento aos guardas que o cercavam, que queriam conduzi-lo à delegacia numa viatura da Seop.

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    “Eu disse que só iria para a DP na viatura da PM. Nesse momento, um dos guardas disse que era policial militar, e mostrou uma identificação sem valor legal para me levar”, disse Luan.

    Após a chegada da Polícia Militar, com a ajuda de uma advogada que estava no calçadão e se prontificou a representá-lo, Luan e os agentes envolvidos foram levados à 13ª DP (Ipanema), onde fizeram uma retratação mútua e foram liberados, de acordo com o professor.

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    Em nota, a Seop afirmou que, por volta das 14h30 do último domingo, um cidadão abordou a equipe e levantou questionamentos sobre sua atuação, em razão de uma abordagem feita instantes antes a uma pessoa em situação de rua. “Durante a conversa, o cidadão ofendeu integrantes da equipe com palavrões. Por conta disso, foi dada voz de prisão por desacato. Após ter sido emitida a voz de prisão, o cidadão reagiu à determinação dos agentes. Neste momento, foram utilizados os meios necessários e legais para imobilização e condução. Como de praxe, a Seop também vai instaurar um processo administrativo para apurar os fatos”, declarou a pasta.

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