Armando um barraco

Estudo sobre o Morro do Timbau e o Parque Proletário, na Maré, mostra como se dá o processo de ocupação nas favelas

Por Lula Branco Martins 6 mar 2014, 22h08 | Atualizado em 5 dez 2016, 13h48
Rosilene Miliotti (João Bolinha), Rede de Memória Nacional/Rede Memória da Maré - ceasm (foto principal)
Rosilene Miliotti (João Bolinha), Rede de Memória Nacional/Rede Memória da Maré - ceasm (foto principal) (Redação Veja rio/)
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Disponível apenas na internet, para download (foram impressos 1?000 exemplares, distribuídos de graça na região), ficou pronto há duas semanas um detalhado compêndio sobre o Complexo da Maré. O texto destaca seus primeiros moradores, debruçando-se sobre o processo de crescimento da região (com grande impulso nos anos 40), e revela as diferentes nuances que existem na formação de uma favela. Trata-se de um estudo promovido pela ONG Redes de Desenvolvimento, intitulado “Memória e identidade dos moradores do Morro do Timbau e do Parque Proletário”, que se vale de depoimentos de habitantes atuais para contar a história daquelas duas localidades ? o Timbau é a mais antiga favela do complexo. Assim, relatos das pessoas de hoje se misturam a documentos do passado, como matérias de jornal, que mostram, por exemplo, como a extinta Praia de Inhaúma foi perdendo terreno para moradias improvisadas, de madeira e alvenaria. “Comprei o chão e fiz meu barraquinho”, diz uma mulher. “Meu cunhado tinha um quarto alugado lá, aí eu fui também, invadi uma área que era só capim e levantei minha casa”, conta outro morador. Diretor do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Knauss, um de nossos mais con­cei­tua­dos historiadores, assina o texto de apresentação da pesquisa.

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