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Presidente do Jockey Club lamenta fechamento do Espaço Nirvana

A academia está devendo 14 meses de aluguel atrasado, um montante de quase 1 milhão de reais. Espaço pode virar de cassino a restaurante

Por Daniela Pessoa - Atualizado em 27 mar 2017, 19h59 - Publicado em 27 mar 2017, 19h56

Nesta segunda (27), conforme VEJA RIO noticiou, começou a circular entre os alunos e clientes do Espaço Nirvana, no Jockey Club, na Gávea, uma carta emocionada da proprietária do espaço, Rosy de Sousa, informando o encerramento das atividades do estabelecimento, que sofre uma ação de despejo. Procurado, o presidente do clube, Luiz Alfredo Taunay, afirmou que lamenta o encerramento das atividades do inquilino, mas que durante anos tentou negociar sem sucesso o pagamento da dívida de 14 meses de aluguel atrasado (um montante que chega a quase 1 milhão de reais). “Infelizmente, a proprietária não tem condições de pagar nem de parcelar o saldo devedor. Ela veio do Nordeste, não tem patrimônio, receita, nem expertise comercial. Mas é uma moça muito simpática e bem intencionada. Uma pena”, disse. E completou: “Minha vontade era que o Espaço Nirvana continuasse lá, mas não teve jeito. O Jockey precisa gerar receita. O turfe está em crise”.

Sobre os novos planos para o local que será desocupado pelo Nirvana no dia 1º de abril, Taunay afirma que está estudando alguns projetos. Corre nas estrebarias o desejo de erguer ali um cassino, mas Taunay contemporiza: “A legalização do jogo no Brasil ainda está muito distante. Há uma porção de políticos contra”. Atualmente, o Jockey estuda duas propostas principais: a de outra academia e a de um restaurante japonês. “Eu, particularmente, gostaria que o espaço continuasse sendo uma academia. Dessa vez, de uma rede grande como Smart Fit ou Bodytech”, diz o presidente do clube.

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