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Polícia encontra ligação entre caso Marielle e mortes em Niterói

Balas do lote UZZ 18 foram usadas em execuções feitas em Niterói e São Gonçalo

Por Redação Veja Rio - Atualizado em 12 abr 2018, 16h12 - Publicado em 11 abr 2018, 18h56
Ato na Cinelândia contra o assassinato de Marielle Franco
Saulo Guimarães/Veja Rio

Oito balas usadas no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes eram do mesmo lote de outras disparadas em três execuções em Niterói e São Gonçalo entre 2015 e 2017. A informação foi divulgada por especialistas envolvidos na investigação do caso.

De acordo com um jornal carioca de grande circulação, projéteis para pistolas 9mm do lote UZZ 18 da Companhia Brasileira de Cartuchos foram usados no ataque à parlamentar e na execução de dois jovens no Pacheco, em São Gonçalo, em julho de 2015. Em dezembro daquele ano, outras duas pessoas foram assassinadas com munição do mesmo lote no morro do Goiabão, em Itaipu, Niterói. Na mesma cidade, em setembro do ano passado, um homem foi morto com uma bala do UZZ 18.

As mortes de Anderson e Marielle completam 1 mês no próximo sábado (14). O homicídio segue envolto em muitas perguntas e poucas respostas. Entretanto, as autoridades garantem que o principal desafio do crime à intervenção federal na segurança pública no Rio está perto de ser resolvido. “As pessoas com quem tenho falado estão animadas de que vão conseguir colocar na cadeia não só os que executaram, mas também os mandantes”, afirmou o ministro Raul Jungmann em evento realizado em São Paulo nesta terça (10).

Correção feita em 12/04/2018, às 16h10: ao contrário do que constava inicialmente, as mortes de Anderson e Marielle completam 1 mês (e não 2) no próximo sábado (14)

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