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PMs acusados da morte de menino vão a júri popular, no Rio

Jovem foi assassinado em 2023, na principal via de acesso à Cidade de Deus; não havia confronto com a polícia no momento em que foi atingido

Por Agência Brasil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 jan 2026, 11h06 •
Violência nas favelas: familiares e amigos fizeram ato de denúncia na Praia de Copacabana
Violência nas favelas: familiares e amigos fizeram ato de denúncia na Praia de Copacabana (Tânia Rego/Agência Brasil)
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  • Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria acusados de matar o menino Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, serão julgados pelo júri popular na terça (27). A sessão está marcada para as 13h, no Tribunal de Justiça do Estado.

    O jovem foi assassinado em 7 de agosto de 2023, na garupa de uma moto na principal via de acesso à favela. Ele foi atingido por três tiros. Thiago não portava armas e não havia confronto com a polícia no momento em que foi atingido. Há cenas do jovem sendo executado, mesmo depois de imobilizado.

    Os dois policiais acusados do crime integravam o Batalhão de Choque da PM do Rio. Eles admitiram os disparos contra o jovem e são acusados de homicídios e de fraude processual. Na tentativa de justificar os disparos, os PMs manipularam a cena do crime e plantaram uma arma para sustentar a versão de confronto.

    Antes da sessão de julgamento, familiares, amigos e organizações de direitos humanos promovem um ato para denunciar o caso e a violência policial nas favelas cariocas. A Anistia Internacional apoia a manifestação.

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    “Eu não vou ter mais meu filho, mas eu quero Justiça por ele e por outras crianças”, disse a mãe, Priscila Menezes, dias após o ocorrido, em um ato na Praia de Copacabana. “[Quero] que eles [a PM] parem de agir assim nas comunidades, parem de achar que, em toda favela, só existe bandido, não é assim, existe morador, existem famílias. Igual a minha, meu filho tinha um sonho de ser jogador de futebol”, desabafou.

    Inicialmente, quatro policiais foram acusados do assassinado de Thiago. Dois deles, no entanto, foram soltos pela Justiça. O tribunal entendeu que esses PMs não tinha tido participação direta no homicídio.

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