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PM viu compra de remédios tarja preta aumentar 10 vezes entre 2016 e 2017

Corporação gasta mais com medicamentos do que com coletes e outras ferramentas de trabalho

Por Redação VEJA RIO - 9 jul 2018, 14h00
Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Militar do Rio comprou 684 mil comprimidos tarja preta em 2017. O número é dez vezes maior do que o verificado em 2016, quando foram adquiridos apenas 66 mil unidades do produtos. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda (9) pelo jornal O Globo.

Ao todo, a corporação gastou R$ 575 mil só com a compra de medicamentos controlados no período. Quando se considera a despesa total com remédios, o valor salta para R$ 82 milhões, entre janeiro de 2016 e abril de 2018. A soma é bem maior do que o investimento em itens como coletes à prova de bala, peças de reposição para a frota, armas e fardamento, que totalizaram R$ 56 milhões no mesmo período.

O crescimento do uso de medicação tarja preta pelos policiais acompanha o aumento nas autorizações concedidas para tratamento psiquiátrico. Elas subiram de 5123 em 2015 para 8277 em 2016, uma variação de 61,5%.

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