Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês

Pesquisadores da UFRJ redescobrem espécie rara de sapo

Estudo traz novos detalhes sobre a espécie Brachycephalus bufonoides, popularmente conhecida como pingo-de-ouro, que não era avistada há cerca de cem anos

Por Bruna Motta 3 nov 2020, 15h31

Uma espécie rara de sapo, o Brachycephalus bufonoides, inicialmente registrado em 1920, surpreendeu os pesquisadores do Museu Nacional e do Instituto de Biologia da UFRJ. Popularmente conhecido como pingo-de-ouro, esse tipo de anfíbio não era avistado há cerca 100 anos.

O registro dos pesquisadores da UFRJ aconteceu em 2015, em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, quando outras espécies do animal estavam sendo estudadas.

+Fiocruz espera que vacinação contra Covid-19 comece até março de 2021 

Após cinco anos de pesquisas, os cientistas confirmaram a suspeita de se tratar do sapo até tão desaparecido. A espécie vive exclusivamente nos solos florestais da região sudeste do Brasil, principalmente em áreas de Mata Atlântica, e está entre os menores sapos do mundo, medindo menos de dois centímetros.

+Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

“A princípio, pensávamos que seria uma nova espécie, mas após compararmos com exemplares do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ/USP), obtidos em 1909, percebemos que se tratava de uma redescoberta”, conta o curador das coleções de anfíbios do Museu Nacional, José Pombal Jr.

+‘Sem aulas, crianças de escolas públicas estão indo para o tráfico’ 

O artigo publicado na revista científica Zootaxa traz novidades sobre a espécie: os machos têm um canto diferente, com um maior número de pulsos, maior taxa de repetição de pulso e maior frequência dominante para atrair as fêmeas. A cor amarelo-alaranjada serve de alerta sobre a sua toxicidade.

Continua após a publicidade

Publicidade