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Patrono do Salgueiro e mafioso dos cigarros: quem é o bicheiro Adilsinho

Ele foi preso nesta quinta (26), em Cabo Frio, é apontado como mandante de homicídios e estava foragido havia mais de 20 anos

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
27 fev 2026, 15h41 •
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Adilsinho: bicheiro foi preso na manhã desta quinta após mais de 20 anos foragido (TV Globo/Reprodução)
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  • Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso na manhã desta quinta (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, integra a cúpula do jogo do bicho do estado e é um dos principais nomes do comércio ilegal de cigarro no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como mandante de homicídios e estava foragido havia mais de 20 anos.

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    Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro desde 2024, Adilsinho é citado na série documental Vale o Escrito, do Globoplay, que desbrava os bastidores do jogo do bicho no Rio, e tem ligação com o bicheiro Rogéro Andrade, à frente da Mocidade Independente de Padre Miguel, que está preso desde 2024.

    Adilsinho também tem passagem pelo futebol. Fundou, em 2010, o Clube Atlético Barra da Tijuca (CABT), batizado, inicialmente, como Centro Esportivo Yasmin, em homenagem à sua filha, e com as mesmas cores do Fluminense, seu time do coração. Entre 2011 e 2018, o bicheiro chegou a jogar 63 partidas e a fazer dez gols pela equipe, que até hoje disputa divisões inferiores do Campeonato Carioca.

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    Em meio à pandemia da Covid-19, em 2021, Adilsinho fez uma festa de aniversário no Copacabana Palace para 500 convidados, em celebração aos seus 51 anos. O evento, cujo convite digital deve a trilha do filme O Poderoso Chefão, teria custado R$ 4 milhões, contado com shows de artistas famosos e ocupado todos os salões do hotel, de acordo com a TV Globo.

    O bicheiro foi preso à beira da piscina em um imóvel de luxo.  Contra ele, havia mandados de prisão em aberto pela Justiça Federal e pela Justiça Estadual. Adilsinho foi capturado em meio à operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil, com apoio do Ministério Público Federal (MPF).

    Ao UOL, a defesa de Adilsinho afirmou que “as imagens da prisão revelam que tudo transcorreu dentro da mais absoluta tranquilidade”.  Disse ainda que “O fato desconstrói a narrativa de periculosidade atribuída ao empresário”. E que ele “confia na justiça e demonstrará sua inocência quanto a todos os fatos que lhe são injustamente imputados”.

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